No outono, pets também precisam prevenir doenças respiratórias

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RIO — No outono, o tempo fica mais seco, a temperatura cai e, como no caso dos seres humanos, é preciso ter mais cuidado com os animais domésticos, para evitar que desenvolvam doenças respiratórias — ou tenham suas alergias agravadas. Em cães e gatos, os sintomas mais comuns de que algo não vai bem são tosse, coriza e prostração, que podem indicar uma traqueobronquite infecciosa canina. Ao menor sinal de um desses sintomas, alertam especialistas, o tutor deve procurar um médico veterinário.

Bis, um boston terrier de 1 ano e meio que vive com seus tutores na Barra da Tijuca, já sentiu o efeito das quedas bruscas de temperatura típicas do outono. Um dia após ter tomado banho, ele passou a tossir e espirrar. A empresária Juliana Boyd conta que foi a primeira vez em que o cãozinho adoeceu.

—Com certeza foi em função do clima. O Bis começou a ficar mais na dele, acamado, e logo vieram as tosses e os espirros. Esperamos passar 24 horas para levá-lo a um veterinário, e ele teve que tomar antibiótico. Para nós, foi uma surpresa, porque não sabíamos que cachorros ficavam gripados — relata.

Bis levou cerca de uma semana para se recuperar e, além do remédio, precisou de muita água e repouso. Também teve que ficar longe do ar-condicionado.

Sócia da Città Vet, a veterinária Alessandra Cesária, que atendeu Bis, conta que a traqueobronquite infecciosa canina, causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica, é uma doença altamente contagiosa, mas de tratamento quase sempre simples.

— Depende muito do cão e de como ele chega aqui. Mas geralmente é como uma gripe comum, em que o tratamento é feito para amenizar os sintomas, reduzindo a tosse e a febre com nebulização e vitamina C — explica Alessandra.

Ela alerta para a vulnerabilidade de outros animais, como os gatos:

— Eles têm os mesmos sintomas, mas ocasionados por uma herpes viral. Nesta época do ano, a secura do ar, somada ao uso de ar-condicionado, favorece o ressecamento das vias respiratórias dos animais e diminui sua imunidade natural.

Para Edgard Salomão, diretor do Hospital Popular de Medicina Veterinária, que tem filiais na Barra, na Praça Seca e em São Conrado, muitos casos de doenças respiratórias podem ser evitados ou amenizados com vacinação.

— Para os gatos, existem as vacinas tríplice, quádrupla e quíntupla. E para os cães, a prevenção está em vacinas polivalentes, conhecidas como V8 e V10: o número se refere à quantidade de doenças que cobrem — diz Salomão.

Além da imunização, frisa o veterinário, é preciso adotar outras medidas como prevenção:

—Adequar o ambiente é muito importante, deixando, por exemplo, o ar circular. Outros fatores de prevenção são a hidratação e a alimentação: um pet bem alimentado e com água fresca vai ter a imunidade fortalecida. E o tutor deve atentar também para os passeios: nesta época do ano, e ainda com a pandemia, as saídas tendem a diminuir, e isso pode acarretar sobrepeso, o que prejudica o sistema respiratório.

* Estagiária, sob supervisão de Lilian Fernandes

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