No PR, promotor pede prisão de mulher que foi à festa quando deveria estar em quarentena para covid-19

Gustavo Schmitt
14 02 2020 Esta imagem do microscópio eletrônico de transmissão mostra o SARS-CoV-2 - também conhecido como 2019-nCoV, o vírus que causa o COVID-19 - isolado de um paciente nos EUA. As partículas do vírus são mostradas emergindo da superfície das células cultivadas em laboratório. Os picos na borda externa das partículas do vírus dão aos nomes dos coronavírus, em forma de coroa. Crédito: NIAID-RML

SÃO PAULO. A 9ª Promotoria de Justiça de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, pediu à Justiça na tarde segunda-feira a prisão domiciliar ou a aplicação de alguma medida restritiva contra uma veterinária, de 33 anos, que foi a primeira paciente infectada pelo coronavírus naquela cidade.

Segundo o Ministério Público, a paciente chegou a participar de uma festa com cerca de 200 pessoas mesmo sabendo que tinha a suspeita da doença no perído que deveria estar de quarentena. Além disso, a promotoria sustenta que apurou que a paciente também continuou trabalhando tanto em Foz do Iguaçu, quando na cidade próxima de Santa Terezinha de Itaipu.

No pedido, o promotor Luis Marcelo Mafra Bernardes da Silva disse que após o caso suspeito ser confirmado, várias pessoas que estiveram no evento ficaram preocupadas de terem sido contaminadas.

A suspeita é de que a paciente tenha se infectado numa viagem ao Reino em Unido em fevereiro, quando começou a sentir os sintomas do vírus e retornou a Foz do Iguaço, onde mora. No entanto, o quadro da veterinária se apresentou leve e não foi necessaria sua internação.

Segundo a secretaria estadual de Saúde do Paraná, o estado tem 54 casos confirmados de coronavírus, sendo quatro deles em Foz do Iguaçu.