No primeiro pregão do ano, dólar cai e Bolsa sobe com otimismo de investidores com vacinas

O Globo, com agências
·3 minuto de leitura

RIO — O dólar abriu a primeira sessão de 2021 em queda, depois de fechar o ano com forte ganho, acompanhando a euforia dos mercados internacionais em meio a esperanças de que as vacinas contra a Covid-19 impulsionem a recuperação econômica mundial. As bolsas mundiais registram alta nesta segunda-feira.

Por volta de 9h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,1318, em queda de 1,07%. Na última sessão de 2020, o dólar fechou em ligeira queda de 0, 01%, a R$ 5,1872, mas encerrou o ano com ganho acumulado de 29,36%.

A Bolsa paulista abriu o ano no terreno positivo. Às 10h10, o índice de referência da B3 avançava 0,33%, somando 119.404 pontos.

"O primeiro pregão do ano começa pautado por um maior apetite ao risco, antecipando um quadro de retomada das principais economias em um contexto de estímulos fiscais e monetários sem precedentes e o avanço gradual do processo de vacinação", observou a equipe da SulAmérica Investimentos.

No último pregão de 2020, o Ibovespa chegou a ultrapassar pela primeira vez os 120 mil pontos, no melhor momento e assegurou um desempenho positivo em 2020, mas fechou com recuo de 0,33%, 119.017,24 pontos.

Na Europa, a bolsa de Londres subia 2,85%, a de Frankfurt apresentava alta de 1,16% e a de Paris avançava 1,64%.

Com exceção de Tóquio, os mercados asiáticos fecharam em alta neste primeiro pregão do ano. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,1%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,9%. A bolsa de Hong Kong, por sua vez, subiu 0,89%.

Em Seul, o índice Kospi teve valorização de 2,47%. A exceção foi o índice Nikkei, que recuou 0,68%.

Boletim Focus

O mercado reduziu as expectativas tanto para a taxa básica de juros quanto para o desempenho da economia em 2021, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira.

Neste ano, a projeção é de que a Selic encerre a 3%, contra 3,13% na mediana das projeções da semana anterior, indo a 4,50% no fim de 2022. A taxa fechou 2020 na mínima histórica de 2% e o Focus aponta manutenção desse valor na primeira reunião deste ano, em 19 e 20 de janeiro.

O levantamento semanal apontou ainda que os economistas consultados passaram a ver contração de 4,36% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, de queda de 4,4% antes. Para 2021, o crescimento do PIB passou a ser estimado em 3,4%, 0,09 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para 2022 a expectativa é de crescimento de 2,5%.

Para a inflação, a pesquisa mostra estimativa de 4,38% em 2020, de 4,39% antes. Para este ano a conta é de uma alta do IPCA de 3,32% de 3,34% antes, com avanço de 3,50% em 2022.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4%, para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.