No Rio, profissionais dizem faltar equipamentos até em hospital de referência

ANA LUIZA ALBUQUERQUE

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A falta de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), indispensáveis diante da disseminação do novo coronavírus, para profissionais de saúde atinge largamente os hospitais no Rio de Janeiro, segundo relatos de médicos e enfermeiros. O problema ocorre até mesmo no hospital federal de Bonsucesso, anunciado na semana passada pelo Ministério da Saúde como referência no tratamento dos pacientes com a doença.

Profissionais que trabalham no hospital disseram à reportagem que não há máscaras cirúrgicas ou do tipo N95 nem aventais, luvas e gorros suficientes para os funcionários. O uso de todos esses equipamentos está indicado no protocolo de manejo clínico para o vírus, produzido pelo próprio Ministério da Saúde.

O médico Júlio Noronha, diretor do Corpo Clínico, parou de ir ao hospital depois que começou a apresentar tosse seca e dor de garganta, no corpo e de cabeça. A unidade já atendeu pacientes com sintomas semelhantes aos do coronavírus.

"Peguei uma gripe, e como sou grupo de risco, acima de 65 anos, e não estamos tendo facilidade para testar, se recomendou que eu ficasse afastado. Muitos funcionários estão gripados no hospital de Bonsucesso, tanto médicos quanto de outras categorias", diz.

O departamento da saúde do trabalhador está tentando garantir kits de testagem para os profissionais que apresentaram sintomas do vírus. Caso isso não aconteça, Noronha terá que procurar uma unidade particular.

Na segunda-feira (16), o Ministério da Saúde anunciou o que o hospital será referência no tratamento da doença. Um dos blocos começou a ser adaptado para atender esses pacientes que precisarão de internação. Serão reservados de 150 a 200 leitos.

Marco Schiavo, diretor do Sindicato de Enfermeiros e funcionário no hospital de Bonsucesso, afirma que o anúncio aconteceu antes do planejamento e treinamento com os profissionais do hospital.

Segundo Schiavo, a direção afirma que há equipamentos de proteção disponíveis. Na prática, no entanto, profissionais relatam que eles estão em falta em diversos setores. O enfermeiro confirma que há muitos funcionários com sintomas de gripe.

Há, ainda, relatos de falta de equipamentos de proteção no Hupe (Hospital Universitário Pedro Ernesto), da Uerj, no Hospital Getúlio Vargas e no Hospital Federal do Andaraí.

A reportagem também recebeu um vídeo de uma enfermeira do Hospital Federal Cardoso Fontes, Chris Gerardo, no qual reclama que não há máscaras para os profissionais.

"Hoje chegou uma paciente com todas as suspeitas de coronavírus e simplesmente temos poucas máscaras comuns. A colega de trabalho, com criança e idoso em casa, pediu a N95 ao supervisor e foi negado. A outra colega insistiu, porque é do grupo de risco, tem asma. Foi jogada a máscara para ela, como se fosse um favor", diz na gravação.

Diante desse cenário, a Justiça Federal intimou no fim de semana o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e os secretários estadual e municipal de saúde do Rio a prestarem informações sobre o atendimento aos infectados pelo novo coronavírus no estado.

Eles precisarão explicar, por exemplo, qual a previsão de compras de insumos para o hospital de Bonsucesso e de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde. Também terão que responder qual a previsão de leitos e o cronograma de instalação nos hospitais.

A decisão ocorreu no contexto de ação civil pública movida pela Defensoria Pública da União contra o governo federal, o estado e o município.

O Sindicato dos Enfermeiros e o Sindicato dos Médicos do estado também entraram com ações judiciais contra os três entes para obrigar as unidades a disponibilizarem equipamentos de proteção na quantidade adequada.

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro) publicou uma resolução que desobriga os médicos de atenderem pacientes se não tiverem os equipamentos necessários.

O médico Flávio de Sá, diretor do conselho, ressalta que desproteger o profissional de saúde é permitir que ele se torne um vetor da doença. "Cada pessoa contaminada tem o potencial de contaminar mais quatro. Na Europa, 20% dos pacientes são médicos", diz.

OUTRO LADO

Em nota, a secretaria de estado de Saúde afirmou que providenciou a compra de equipamentos de proteção para atender pacientes em estado grave e profissionais da saúde.

Segundo o texto, foram adquiridos 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas, 150 mil máscaras de proteção, 300 mil óculos, 600 mil aventais, além de gorros cirúrgicos e luvas. As entregas serão feitas pelos fornecedores, seguindo solicitação da secretaria.

Também em nota, o Hospital Federal de Bonsucesso afirmou que não há falta de equipamentos de proteção e que o estoque está sendo reforçado para enfrentar a pandemia.

"O HFB adotou todos os protocolos do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o atendimento dos casos de coronavírus na unidade, o que preconiza a adoção de máscaras apenas para pacientes com sintomas ou infectados [...] e profissionais de saúde que fazem atendimento a esses pacientes", diz o texto.

Procurado, o Ministério da Saúde respondeu que tem trabalhado para garantir insumos com fornecedores nacionais e internacionais, a partir de compra emergencial, para reforçar o apoio aos estados e municípios no enfrentamento do vírus.

A pasta disse que irá entregar 60 milhões de unidades entre óculos de proteção, luvas, álcool em gel, sapatilhas e toucas. O ministério também afirmou que assinou contrato de R$ 73 milhões para a compra de máscaras.

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    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) temem que uma eventual demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, provoque uma enxurrada de processos e traga a Corte para o centro da crise. A previsão de ministros é que uma possível troca de diretriz no ministério no combate ao coronavírus leve entidades de classe, partidos políticos, governos estaduais e municipais ao tribunal para garantir a adoção de medidas técnicas no enfrentamento à pandemia. Em crise pública com Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro, que discorda do rigor das medidas defendidas pelo seu ministro, avalia demiti-lo, mas tem sido pressionado por aliados a não fazê-lo. A flexibilização do isolamento social na contramão das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), caso ocorra, por exemplo, deve ser questionada no tribunal e obrigaria o Supremo a intervir, o que desgastaria a relação entre os poderes, segundo avaliação de ministros. O mesmo pode ocorrer com o avanço da hidroxicloroquina como arma do governo no combate à doença antes das comprovações científicas devidas. Mandetta vem adotando um discurso de cautela ao uso do medicamento, enquanto Bolsonaro defende sua utilização. No desejo de trocar o ministro, presidente tem buscado nos bastidores um nome que se alinhe ao seu pensamento pró-hidroxicloroquina. Os ministros do STF vêm dando sinais públicos de que não hesitarão em impor limites às ações de Bolsonaro, e a saída de Mandetta poderia deixar isso mais claro. O ministro Gilmar Mendes tem dito em entrevistas que não tem dúvidas de que uma política pública contra orientações da OMS "não lograria apoio no STF". Na mesma linha, outros ministros fizeram elogios a Mandetta e mandaram recados ao Palácio do Planalto. O ministro Luís Roberto Barroso exaltou, na segunda-feira (6), em entrevista ao UOL, o desempenho de Mandetta. "Justiça seja feita, você tem um ministro da Saúde que tem conduzido com grande eficiência, dedicação e com base na melhor ciência que existe. E acho que apesar de tudo, o Brasil está reagindo razoavelmente bem à pandemia dentro das nossas circunstâncias" afirmou. O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, é outro defensor de Mandetta. Ele costuma manter diálogo permanente com os chefes dos outros poderes, inclusive Bolsonaro, e com integrantes do governo e tem ressaltado a importância de manter o ministro no cargo. Foi por uma reunião convocada por Toffoli, aliás, que a relação entre Mandetta e Bolsonaro começou a estremecer. Na semana em que o chefe do Executivo foi às manifestações e cumprimentou apoiadores, o presidente do Supremo resolveu convocar uma reunião com o procurador-geral da República, Augusto Aras, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e de todos os tribunais superiores e não convidou Bolsonaro. Mandetta não só foi à reunião como sentou na ponta da mesa, ao lado dos chefes dos poderes, o que irritou o chefe do Executivo. Na ocasião, Toffoli foi claro ao afirmar que o ministro não pode ser substituído em meio à crise. Outro temor de integrantes do STF é em relação a um agravamento da crise política que a saída de Mandetta poderia desencadear. Como o mundo político já deixou claro que é favorável à permanência do ministro, há uma preocupação sobre como ficaria a governabilidade do atual governo. Os ministros têm estudado com profundidade a doença e seus impactos porque sabem que irão julgar ações relacionadas ao tema por um bom tempo. Desde o começo da crise, já foram protocolados 761 processos que discutem o covid-19. Do total, 255 deles tratam de questões administrativas, a maioria na esfera federal, e 103 decisões já foram tomadas. A evolução das ideias de Bolsonaro podem aumentar ainda mais esse número, na visão dos ministros. Mudanças em relação isolamento social antes de recomendações da OMS e o avanço da hidroxicloroquina antes da comprovações científicas devidas, por exemplo, seriam contestados e obrigariam a Corte a se posicionar sobre temas caros para Bolsonaro. Como os auxiliares de Bolsonaro se posicionam no combate ao coronavírus Apoiam publicamente o isolamento total Henrique Mandetta (Saúde) Paulo Guedes (Economia) Sergio Moro (Justiça) Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) Tereza Cristina (Agricultura) Apoiam publicamente Bolsonaro e a reabertura do comércio Abraham Weitraub (Educação) Ricardo Salles (Meio Ambiente) Arthur Weintraub (assessor especial da Presidência) Onyx Lorenzoni (Cidadania) Ernesto Araújo (Relações Exteriores) Augusto Heleno (GSI) Regina Duarte (Secretária Especial da Cultura) Publicamente afirmam uma coisa e, nos bastidores, defendem outra Damares Alves (Mulher, Direitos Humanos e Família) Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) André Mendonça (Advocacia-Geral da União)

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    Ecovias assina acordo com Promotoria e diz que pagou propina por 18 anos em gestões do PSDB em SP

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um acordo cível firmado nesta segunda-feira (6) com o Ministério Público de São Paulo, a concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias, afirma que houve formação de cartel, pagamentos de propinas e repasses de caixa dois em 12 contratos de concessão rodoviária firmados com o Governo de São Paulo. As irregularidades duraram de 1998 a 2015, período que inclui as gestões Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Um dos compromissos da empresa para não ser processada é a redução de 10% na tarifa de pedágios das rodovias e Anchieta e Imigrantes, entre 21h e 5h. Segundo envolvidos nas negociações, essa medida seria uma compensação aos caminhoneiros durante a pandemia do novo coronavírus. O acordo tem valor total de R$ 650 milhões, sendo R$ 450 milhões em obras, R$ 150 na redução de pedágio e R$ 50 milhões em multa. O conteúdo dos relatos feitos aos promotores foram publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmados pela Folha de S.Paulo. A companhia citou à Promotoria as pessoas que teriam recebido os valores, entre eles políticos que ainda hoje têm mandato -no entanto, para ter validade, o acordo ainda tem que ser homologado pelo conselho do Ministério Público e pela Justiça. As investigações sobre a concessão da Ecovias começaram em 2018, quando o Ministério Público instaurou um inquérito cível para apurar eventuais irregularidades. A empresa, então, procurou os promotores para celebrar um acordo. A Ecovias relatou que firmou o cartel em 1998, durante a gestão de Mário Covas (1930-2001), em concessões que duram até hoje. O pagamento de propina e de caixa dois, relataram, durou até 2015. Com o acerto, a concessionária se compromete a colaborar com a produção de provas sobre o que foi dito, mas se livra de ações civis. Outras 11 empresas teriam participado da formação de cartel nos contratos, segundo a Ecovias, mas até o momento nenhuma delas firmou acordo com a Promotoria. O acerto foi possibilitado devido à nova Lei Anticrime, que possibilitou esse tipo de medida em casos de improbidade administrativa. A reportagem procurou os promotores responsáveis pelo acordo, Silvio Marques, José Carlos Blat e Paulo Destro, mas eles não quiseram se manifestar, já que o acordo não foi homologado e está sob sigilo. Segundo a Secretaria de Logística e Transporte e a própria Ecovias, os R$ 450 milhões serão aplicados, caso o acordo seja validado, "em obras de interesse público não previstas originalmente no contrato de concessão da Ecovias", como "a construção de um Boulevard de cerca de 2 km nas proximidades do Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie, em São Paulo, bem como em melhorias na Rodovia Anchieta". A empresa se comprometeu, no acordo, a não lucrar com essas obras. O boulevard inclui novas pistas, inclusive subterrâneas. As reunições que decidiram sobre essa construção tiveram participação direta de João Octaviano Machado Neto, secretário de Logística e Transportes da gestão João Doria (PSDB). Nesta segunda (6), após a assinatura, o grupo Ecorodovias, do qual a Ecovias faz parte, publicou um fato relevante dirigido ao mercado informando que havia firmado o acordo e detalhando os pagamentos que faria. Procurada, a concessionária Ecovias confirmou o acordo e informou que "as novas tarifas serão implementadas a partir de 90 dias após a homologação do acordo e as obrigações de investimentos, redução e pagamento da Ecovias ocorrerão após certo prazo da homologação judicial". "Contando atualmente com amplo programa de compliance e rigorosos mecanismos de controle de gestão, a EcoRodovias reafirma seu compromisso com o crescimento sustentável e com transparência em todas as suas relações profissionais", disse, em nota. O Governo de São Paulo afirmou, também por meio de nota, que "não teve acesso ao conteúdo do acordo que é mantido em sigilo de Justiça". No entanto, afirma que, no acordo, "a participação do Estado se deu exclusivamente em definir a destinação dos recursos de R$ 450 milhões" para a construção do Boulevard. O PSDB de São Paulo, afirma que "não tem qualquer relação com a empresa citada ou com os fatos mencionados e tem absoluta convicção de que os atos administrativos das gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram estritamente o definido por lei". "Todas as doações feitas ao partido são devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral, conforme determina a legislação vigente, sem que jamais houvesse qualquer contrapartida relacionada a contratos governamentais ou vantagens de qualquer natureza", diz o partido. "Ressaltamos ainda que, por definição, cartel deve envolver mais de uma empresa para lesar o estado, sendo este o prejudicado neste processo irregular. O PSDB defende a apuração célere dos fatos e a punição exemplar dos envolvidos, além da devolução dos recursos ao Governo do Estado de São Paulo."

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