No Rio, protesto contra queimadas reúne artistas e políticos fluminenses

NICOLA PAMPLONA
Caetano Veloso participa de manifestação em prol da Amazônia - Foto: AgNews

Com palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, manifestantes protestaram neste domingo (25) contra as queimadas na Amazônia na zona sul do Rio. O protesto contou com a presença de artistas e políticos fluminenses.

"Estamos defendendo a causa do meio ambiente contra as decisões e as coisas que são ditas pelo governo incumbente hoje", disse o compositor Caetano Veloso, lembrando que o caso ganhou repercussão internacional essa semana. "É importante para que os dirigentes tomem consciência.

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O movimento foi organizado pela instituição 342 Amazônia, que estimou a presença de cerca de 15 mil pessoas. Além de Caetano, estavam no protesto atores como Patrícia Pilar, Nanda Costa, Maria Padilha, Maitê Proença, Luísa Arraes, Alinne Moraes, Sonia Braga, Mateus Solano e Caio Blat, entre outros.

"É [uma pauta] urgente. Toda ação é positiva e necessária", afirmou o rapper Criolo. O protesto durou mais de três horas, percorrendo as praias de Ipanema e do Leblon, reduto bolsonarista no Rio, mas não houve incidentes.

Entre os políticos, estiveram presentes os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB) e Benedita da Silva (PT-RJ), além dos ex-deputados Chico Alencar e Carlos Mina.

"O governo Bolsonaro tem uma visão atrasada sobre o papel do meio ambiente em relação ao desenvolvimento econômico. Para ele, se tem meio ambiente não tem desenvolvimento", disse o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ).

Ele disse ter proposto ao presidente da Câmara dos Deputados a implantação de uma comissão geral -espécie de audiência pública- para discutir o tema no dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia.

O deputado quer ainda recolher assinaturas para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a "devastação da floresta". "Não só as queimadas, mas também o desmatamento e o garimpo ilegal", afirmou.

No início do protesto, um boneco do ex-presidente Lula com os dizeres Lula Livre foi inflado, gerando polêmica entre alguns manifestantes, que reclamaram da mistura entre a agenda ambiental e a política.