No Senado, Tebet e Gabrilli votaram da mesma forma em 86% dos casos

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Anunciadas nesta terça-feira como companheiras de chapa na disputa presidencial, as senadoras Simone Tebet (MDB) e Mara Gabrilli (PSDB) tiveram uma atuação convergente no Senado, onde são colegas desde 2019. Um levantamento feito pelo GLOBO aponta que elas votaram da mesma forma em 86% dos casos nas 199 votações em que as duas participaram no plenário da Casa até hoje.

As divergências foram pontuais. Elas só estiveram em lados opostos em 27 ocasiões, Entre elas na chamada PEC do Orçamento de Guerra, que flexibilizou gastos do governo em meio à pandemia de Covid-19. Tebet votou favoravelmente ao texto e Gabrilli foi contra.

Outras discordâncias vieram em propostas do período da pandemia. As duas votaram de forma contrária, por exemplo, na PEC que flexibilizou gastos na educação em 2020 e 2021 — Gabrilli foi contra e Tebet, favorável.

Outro caso foi no texto que versava sobre isenção de Imposto de Renda para profissionais de saúde – Gabrilli foi contra e Tebet, favorável à emenda em questão, mas a proposta acabou rejeitada.

Essas 199 votações analisadas incluem tanto o mérito de propostas quanto requerimentos ou destaques aos projetos. A reportagem considerou apenas procedimentos abertos, isto é, em que é pública a escolha de cada uma das senadoras.

Gabrilli vai ocupar a vaga de vice de Tebet na disputa pelo Palácio do Planalto após a desistência do também senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Como mostrou o GLOBO, o índice de convergência entre Tebet-Tasso é bem próximo das duas senadores.

Eles concordaram em 89% das votações, mas divergiram em temas importantes, como o projeto que criaria um fundo para limitar a variação dos preços de combustíveis (e que não avançou), o adiamento das eleições municipais em 2020 e pontos específicos do programa de redução salarial adotado pelo governo federal durante a pandemia e do projeto das Fake News.

Meio do mandato

Gabrilli está no meio do mandato como senadora. Desde 2019, ela já propôs 78 projetos de lei e conseguiu a aprovação de dois deles. Boa parte de suas propostas – 46% do total – versam sobre a temática da inclusão e atenção às pessoas com deficiência.

Entre as propostas de autoria de Gabrilli que viraram lei está a que prorroga a isenção do IPI para taxistas e pessoas com deficiência. Aprovado em 2020, o texto prorrogou até 2026 a isenção do imposto para a compra de carros novos para PCDs e taxistas, com limite de R$ 200 mil para o veículo.

No caso das pessoas com deficiência, a legislação atende aqueles que têm deficiência física, visual, auditiva e mental e com transtorno do espectro autista, além de deficiência auditiva, que não eram beneficiadas pela regra anterior.

O outro projeto que virou lei foi uma parceria de Gabrilli com a senadora Leila Barros (PDT-DF). Elas apresentaram proposta para flexibilizar o cumprimento de metas para prestadores de serviços do SUS durante a pandemia.

As demais propostas apresentadas pela senadora estão em situações distintas. Nove delas já foram aprovadas pelo Senado, e aguardam a tramitação na Câmara dos Deputados. As restantes foram retiradas ou estão aguardando a tramitação no próprio Senado em diferentes estágios.

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