No Uruguai, palmeirenses provocam rubro-negros com gritos de 'Fica, Renato!'

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  • Renato Gaúcho
    Futebolista brasileiro

MONTEVIDÉU - Em minoria no Estádio Centenário durante a final e também em toda a cidade de Montevidéu nos dias que antecederam a partida de sábado, a torcida do Palmeiras enfim se impôs na capital uruguaia neste domingo, um dia após a vitória sobre o Flamengo por 2 a 1, que garantiu ao alviverde o tricampeonato da Copa Libertadores.

"O Flamengo perdeu a final. O Flamengo perdeu a final. Tomou gol do Deyvinho, perdeu a final”, cantaram os palmeirenses no Mercado del Puerto, tradicional ponto turístico de Montevidéu e que nos outros dias ouvia uma canção com o mesmo ritmo, mas letra diferente em que os torcedores rubro-negros lembravam que o clube paulista jamais venceu o Mundial de Clubes e a Copa São Paulo de Juniores.

Outro cântico de deboche por parte da torcida alviverde envolveu o técnico do adversário, Renato Gaúcho, apontado pelos flamenguistas como um dos principais culpados pela derrota deste sábado na prorrogação. "Fica, Renato!", gritaram os palmeirenses.

- Eles estavam em maioria nos outros dias, mas ficaram no cheirinho – ironizou o aposentado Amaro Silva, que saiu de carro Diadema, no interior de São Paulo, com dois filhos e um amigo para ver a conquista de Abel Ferreira e de seus comandados.

O também palmeirense Nelson Ramos brincou com o fato de a torcida do Flamengo ter tomado Montevidéu desde o começo da semana.

- É bom que os flamenguistas tenham vindo antes porque eles ajudaram a recuperar a economia do Uruguai. O país sofreu com a crise por causa da pandemia, veio muito flamenguista, tomaram muita cerveja, comeram muita carne, e ajudaram. Mas agora eles já estão sumidos.

Apesar de agora estar em menor número, a torcida do time carioca continuou manifestando apoio ao vice-campeão da América e em alguns momentos se juntou para entoar as músicas mais tradicionais.

- A gente veio (para o Uruguai) na cara e na coragem, sabia que poderia ser assim. Faz parte do jogo. Fazemos tudo pelo Flamengo e por isso estamos aqui cantando – justificou a rubro-negra Francilene Fraga.

O carioca João Ramos viajou para o Uruguai com o filho Lucas, mais cabisbaixo, e o sobrinho Francisco Ferraz, que não se deixou abater e já planeja ir a Guayaquil, provável sede da final única da Libertadores de 2022.

- É lógico que se tivesse vencido seria melhor, estaríamos em um outro clima. Mas com as crianças é mais difícil a gente se desanimar. A gente veio pelo jogo, é claro, mas também pelo passeio e agora vamos conhecer a cidade – disse João.

E enquanto alguns torcedores do Fla tentam amenizar a tristeza pela derrota passeando por Montevidéu, outros voltaram para casa mais cedo e têm que lidar com a chateação já no caminho para casa. O contador Gabriel Mendes conversou com a reportagem enquanto estava em uma van que o levaria a Porto Alegre, em um trecho de cerca de 11 horas de duração. Da capital porto-alegrense, ainda tomaria um ônibus até São Paulo, com mais 20 horas de percurso.

- O sentimento aqui (na van) é de luto, não tem jeito. Mas a viagem foi muito boa, um clima que eu nunca tinha vivido como flamenguista.

* Especial para O GLOBO

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