Nome quente na arte, PV Dias produz série sobre as músicas da região norte e nordeste

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Nascido em Belém, no seio de uma família musical, PV Diasjá tocou em banda, fez faculdade de Comunicação, trabalhou com direção de arte e publicidade e, mais recentemente, começou um mestrado em Ciências Sociais. Esse caldeirão fervilhante transborda agora em algumas das telas mais badaladas do circuito de arte contemporânea no Rio, onde o rapaz, de 27 anos, mora, desde 2016.

Na última edição da ArtRio, ele não só vendeu todos os títulos expostos como ganhou as redes, onde suas obras foram compartilhadas à exaustão. O ambiente virtual, aliás, está na mira do artista. Em cartaz com a primeira individual na Simone Cadinelli Galeria, até o dia 19, ele considera a presença de suas telas nas paredes brancas tão importante quanto nos feeds. “A arte, acima de tudo, deve ser acessível. Há muita gente vendo o meu trabalho que não tem acesso a um museu. As redes são um suporte de aproximação”, diz ele, que exibe boa parte de suas criações no Instagram @palovitu e já criou filtros para serem usados por lá.

A combinação de cores saturadas confere um ar pop aos trabalhos, que chamam atenção também pelo conteúdo politizado. Entre os títulos mais famosos, PV insere releituras do Brasil colonial sobre fotografias para falar de memória, apagamento e construção de novas narrativas. Sua produção, porém, não se restringe a temáticas sociais. “Sempre brinco que um artista sudestino pode falar de qualquer coisa. Mas, se você é da Amazônia, esperam que se restrinja à região. Também podemos falar do mar e do amor”, comenta ele, que atualmente se debruça sobre ritmos caribenhos. “Quero pintar cada gênero, como lambada, merengue e tecnobrega. São movimentos maravilhosamente visuais e complexos.

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