Nome quente na música, Marissol Mwaba trocou a Astrofísica pela arte e lança novo ep

Marissol Mwaba tinha apenas 6 anos quando fez sua primeira composição. Triste pela doação (por forças maiores) de Trator, o cachorrinho da família, colocou no papel tudo o que estava sentindo. Era uma letra sobre saudade. “Naquele momento, não percebi a importância do ato. No entanto, meu pai, um professor universitário, amou e pedia para eu cantar a música sempre "que alguém vinha nos visitar”, recorda-se a cantora, nascida em Brasília e criada na Bahia. Da primeira canetada ao profissionalismo, passou-se mais de uma década. “Antes de "ter uma carreira solo, fiz muitas colaborações com meu irmão, François Muleka, parte de uma banda conhecida em Florianópolis. Minha irmã mais velha, Alpha Petulay, também "é cantora em Lyon, na França”, conta Marissol, que, aos 30, é nome quente na cena independente e parceira de gente como Emicida, Luedji Luna, Rincon Sapiência e Chico César.

“Marissol faz uma arte com muita alma e tem uma das vozes mais afinadas dessa geração”, diz Evandro Fióti, músico e sócio do irmão Emicida na Laboratório Fantasma, gravadora com a qual a cantora fechou contrato recentemente. “Seu trabalho é uma semente e um refúgio muito importante nos novos dias que vamos enfrentar pela frente.”

Para coroar essa nova fase, Marissol, filha de pais nascidos na República Democrática do Congo (seu progenitor, inclusive, decifrou as equações do jogo de búzios no doutorado na USP, transformando-o num programa de computador por meio de códigos binários), lança o EP “NDEKE”, na próxima quinta-feira, 28, com três faixas. É um projeto que vem carregado de expectativas, ainda mais depois da boa recepção do álbum de estreia “Luz-A-zuL”, de 2016, finalizado enquanto a cantora estudava Astrofísica na Sorbonne, em Paris.

Em “NDEKE”, ela explora sonoridades diferentes. “Sempre fui muito voz e violão, mas fui influenciada por Emicida e Rincon a ir além. Trouxe beats interessantes para as canções.” No dia seguinte ao début, 29, a moça faz show na Noite Fora do Eixo, no Studio SP. “Minha intenção, desde o começo, era servir de amparo para quem precisasse. A música já me salvou tantas vezes. Quero acolher as pessoas com meu som.”

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