Nomeação de João Roma foi definida após aval de presidente do Republicanos

FÁBIO ZANINI
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após idas e vindas, o martelo sobre a nomeação de João Roma (Republicanos) foi batido na noite de quinta-feira (11), quando o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, reforçou a indicação do aliado a Jair Bolsonaro (sem partido). A publicação no diário oficial desta sexta (12), porém, surpreendeu até aliados de Roma. A expectativa era a de que a formalização ocorresse após o Carnaval. Depois de ofensiva do presidente do DEM, ACM Neto, para evitar a nomeação do parlamentar da Bahia, considerado seu afilhado, Pereira chegou a sugerir para o posto o nome de Marcos Jorge, que foi ministro da Indústria. A indicação, porém, foi rejeitado pelo Planalto. O dirigente do Republicanos passou a ser pressionado para indicar a ele próprio para a pasta, mas Pereira concluiu que não queria assumir o ministério. O próprio Roma pediu que outro nome fosse procurado, mas, apesar da resistência de Neto, o afilhado de ACM avisou a Pereira que não se furtaria a chefiar a pasta caso fosse essa a decisão final do partido. Na noite de quinta, então, o presidente do Republicanos telefonou para o ministro general Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e disse que a indicação do partido era mesmo Roma e não havia outro nome a sugerir. Bolsonaro, que já havia chancelado o deputado, decidiu levar adiante a nomeação mesmo sob resistência de auxiliares, que temiam desagradar a Neto. Roma entrará no lugar de Onyx Lorenzoni, que foi para a Secretaria Geral. Antes dele, outro deputado da Bahia havia sido sugerido para o cargo: Márcio Marinho. Houve, porém, avaliação de integrantes da bancada do Republicanos de que faltava experiência ao parlamentar. Além disso, deputados ligados à Universal não gostaram da ideia de que um bispo da igreja assumisse o Ministério pelo receio de ressuscitar polêmicas envolvendo outro integrante da corrente evangélica.