Nomeado por Bolsonaro, presidente da Anvisa espera 'ótima' relação com Lula

Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Diretor-presidente da Anvisa esteve na sede do governo de transição e declarou esperar “ótima” relação com Lula;

  • Desde 2020, órgão e gestor são alvos do presidente Jair Bolsonaro (PL) que contesta aprovação de vacinas contra a Covid-19;

  • Barra Torres diz que o concurso público para a Anvisa será discutido com a equipe de Lula.

Nesta quarta-feira (23), o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou ter “as melhores expectativas possíveis” na futura relação com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"As minhas expectativas são as melhores possíveis, sou uma pessoa otimista, positiva. Acredito que a relação seja boa. Diga-se de passagem, não tenho queixa da relação anterior com o governo atual. Acredito que teremos uma ótima relação com o governo que entra. A agência é uma agência de Estado, objetivos são nacionais", disse Barra Torres.

A declaração foi feita após visita dele a sede do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde está atuando a equipe de transição de governo.

O diretor foi ao local para se reunir com o núcleo responsável por discutir a área de saúde.

O almirante da reserva da Marinha foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chefia da Anvisa. Contudo, com a crise da Covid-19, ele passou a ser alvo de críticas do mandatário que tem discurso negacionista contra as vacinas.

Na entrevista, Barra Torres também falou sobre a realização de um concurso público para a Anvisa. Segundo ele, o assunto será conversado com a equipe de Lula, já que o último certame ocorreu em 2005.

O presidente da Anvisa disse afirmou que a Anvisa tem cerca de 1,6 mil servidores, dos quais 600 já podem se aposentar. O ideal seria ter cerca de 2,2 mil funcionários na agência.