Norte-americanas que nasceram com menos de 300 gramas vivem com saúde

Redação Yahoo! Brasil


Madeline Mann, 22, e Rumaisa Rahmam, 7, duas norte-americanas com 15 anos de diferença entre elas, vivem com saúde após vencer uma longa batalha. Elas nasceram com menos de 300 gramas, peso equivalente a um aparelho iPhone. A vida delas foi publicada nesta segunda-feira (12) na revista médica “Pediatrics”, da Academia Americana de Pediatria.

A mais velha nasceu com 280 gramas e passou 122 dias na unidade de terapia intensiva neo-natal. Atualmente, ela estuda no Augustana College, em Rock Island. Rumaisa, nascida em 2004 com 260 gramas (o menor bebê a sobreviver no mundo), cursa a primeira série do ensino fundamental. O parto de Rumaisa também deu à luz Hiba, com 450 gramas. Mesmo saudáveis, com desenvolvimento motor e fala normais, elas ainda são pequenas para a idade que chegaram.

Tanto a mãe de Madeline  quanto a mãe de Rumaisa tiveram pré-eclâmpsia (gravidez com alta pressão arterial). Na gestação, a placenta de ambas recebeu pouco sangue, o que dificultou o desenvolvimento dos fetos. Para ajudar na formação dos pulmões e dos cérebros das crianças, as mães tomaram esteroides antes dos partos.

De acordo com o principal autor do artigo, Jonathan Muraskas, o caso das duas norte-americanas é raro e a maior parte dos bebês nascidos com o peso delas não sobrevive ou apresenta sérios problemas durante o crescimento. Os problemas mais frequentes são o retardo mental e a cegueira. Nos Estados Unidos, 85 bebês com uma faixa de peso tão baixa sobreviveram.

O pesquisador afirma que três fatores devem ser levados em consideração nesses casos: a idade gestacional, tratamento a base de esteroides e o sexo do feto (mulheres têm mais chances de sobreviver).