Nos 30 anos da morte de Daniella Perez, prima lembra encontro com Paula Thomáz: 'Brasil é leniente com assassinos covardes'

Nos 30 anos de morte de Daniella Perez, assassinada por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz , no dia 28 de dezembro de 1992, a prima da atriz, Barbara Ferrante, foi uma das muitas pessoas que lembraram a perda nas redes sociais.

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Caso Daniella Perez: relembre o crime que chocou o país

Barbara, uma das entrevistadas na série documental "Pacto brutal", lançada pela HBO Max, postou o quanto a data foi traumática para a família: "Enquanto fazíamos planos para a virada cheios de esperança, Paula Peixoto e seu comparsa, que já está no quinto dos infernos, matavam de maneira cruel e covarde uma menina doce e cheia de sonhos que tinha uma vida pela frente".

A prima da atriz relembrou o encontro que teve com Paula (que agora usa o sobrenome Peixoto) em 2021. "Ano passado tive o azar de encontrar com a assassina no dia 15 de maio, que por coincidência era o dia em que fazia aniversário do julgamento onde foi provado o crime que ela cometeu e ela foi então condenada a carregar o selo de assassina para o resto da vida", comentou Barbara, acrescentando ter descoberto depois que era a data de aniversário da sua filha.

"O que parecia uma infeliz coincidência. Depois da repercussão do encontro, recebi de uma fã um print de uma conversa de Paula com uma amiga contando que ESCOLHEU A DATA 15 DE MAIO por achar bonito 15/5/2015. Quem acha bonito a data que foi julgada por um assassinato? Fiquei chocada como uma mãe escolhe para a cesária da sua filha a data em que foi julgada e condenada por um crime bárbaro que afetou o Brasil".

Barbara acrescentou mais uma coincidência com a data: "Achando que nada mais poderia me chocar, dias depois, enquanto revia o material da época por conta do documentário 'Pacto brutal', me deparo com a imagem do casamento de Paula Almeida Peixoto (ex Thomaz) com o Cruz Credo. Ao olhar essa foto observo a legenda. Sim, a data do casamento foi a mesma do julgamento e da escolha do parto!!!! 15 DE MAIO !!!!"

"Hoje é dia de lembrar quem são os responsáveis por esse crime e o quanto o Brasil é Leniente com assassinos covardes", concluiu a prima da atriz.

Relembre o caso

Em 28 de dezembro de 1992, a atriz e bailarina Daniella Perez deixava um dia de gravações da novela “De corpo e alma”, de autoria de sua mãe, quando foi encurralada pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e sua então esposa, Paula Thomaz. Imobilizada e levada para um local ermo, Daniella foi morta com 18 punhaladas. O caso teve grande cobertura na mídia, rivalizando em atenção com a renúncia do então presidente da República Fernando Collor, que ocorreu no dia seguinte ao assassinato, e com o público acompanhando as investigações e o julgamento quase como se estivesse seguindo uma ficção macabra.