Nos 80 anos de Roberto Carlos, 15 curiosidades sobre o cantor

O Globo
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Avida de uma estrela do porte de Roberto Carlos é cercada de mitos e especulações. É verdade que não ele sai da garagem de ré? Como foi sua estreia nos palcos? Quantas rosas costuma jogar para a plateia no show? Confira a seguir estas e outras curiosidades sobre a vida do Rei.

O pai do Rei

Que a mãe de Roberto Carlos é Lady Laura (a costureira Laura Moreira Braga) meio mundo já ouviu ele cantar. Mas quem é o pai do rei? Era Robertino Braga, um relojoeiro em Cachoeiro do Itapemirim (ES), cidade onde nasceu Roberto e seus irmãos mais velhos Lauro, Carlos Alberto e Norma. A música "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo", do álbum Roberto Carlos, de 1979, escrita por ele e Erasmo Carlos, foi uma homenagem do rei ao pai, falecido em 1980.

Eterno enquanto durou

Não é só no palco que Roberto Carlos é um romântico inveterado. O cantor teve três casamentos, o primeiro deles, em 1968, quando já era famoso. A noiva foi Nice Rossi, na época, mãe de Ana Paula, cuja paternidade ele assumiu posteriormente. O casal também foi pai de Roberto Carlos Braga II e Luciana. Separam-se 11 anos depois, e Nice morreu em 1990.

O segundo casamento foi com a atriz Myriam Rios, em 1980, e os dois ficaram juntos por 11 anos. Mas foi com Maria Rita seu último relacionamento realmente sério, o único que ele oficializou no civil. O casal começou a se relacionar em 1991 (apesar de ele a ter conhecido num show quando ela estava com 16 anos, em 1977) e, em 1998, Maria Rita descobriu um câncer. RC deu uma pausa na carreira para cuidar dela, mas, no ano seguinte, ela morreu com apenas 38 anos.

Desde então, ele nunca ssumiu um romance e não faltam boatos sobre quem é seu novo affair.

Os herdeiros

O rei teve três casamentos, mas só no primeiro, com Nice, houve filhos: Ana Paula, Roberto Carlos e Luciana. Mas, nos anos 1990, reconheu Rafael a paternidade de Rafael, fruto de um breve relacionamento com a modelo Maria Lucila Torres durante a juventude.

Católico fervoroso

Vira e mexe, aparecem boatos de que RC teria deixado a Igreja Católica e entrado para outra religião. Mas o fato é que o dono de sucessos como "Nossa Senhora", "Jesus Cristo", "O Homem" segue católico, como faz questão de atestar no site oficial. "Não mudei de religião, continuo católico como sempre fui".

Luz em forma de

Roberto, Rei, RC... Mas o menino, que adorava ouvir rádio, pescar e descer ladeiras de bicicleta, em Cachoeiro do Itapemirim, era conhecido pelo apelido de Zunga.

A primeira vez

Fã de Bob Nelson, um cantor que interpretava músicas country em português, o menino fez sua estreia com um microfone com apenas 9 anos. Mas não imitou o ídolo. Escolheu o bolero "Amor y más amor", de Fernando Borel, para apresentar na rádio de sua cidade natal.

Jogo da verdade

Roberto sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), distúrbio caracterizado por pensamentos insistentes e rituais repetitivos. Por isso, não usa marrom ou roxo, evita o número 13, lava as mãos em excesso e evita certas palavras. Mas já esclareceu alguns boatos. Os telefones de casa não precisam ser limpos a cada meia hora, é mentira que os carros dele nunca saem da garagem de ré, e não se incomoda com gatos pretos.

Top 2

Difícil escolher músicas preferidas dentre mais de 500 registradas, mas o rei não foge da missão. No site oficial dele, é categórico: “Minhas favoritas são ‘Detalhes’ e ‘Eu te amo tanto’”.

Debaixo dos caracóis

Ele investe tempo e dinheiro no visual. Nos tempos da Jovem Guarda, fazia touca (cobria as madeixas com meias finas para deixá-las lisas). De lá para cá, já lançou mão de escova progressiva e adora chapinha. Chegou a dizer que sonhava em ter o cabelo do Paul McCartney.

Beijo na flor

O ídolo já foi enredo de escola de samba em dois anos. O primeiro, em 1987, com a Unidos do Cabuçu, em “Roberto Carlos na cidade da fantasia”. Depois, em 2011, com a Beija-Flor e “A simplicidade do rei”, que rendeu à escola de Nilópolis o título de campeã daquele ano.

Também ganhou reverência com blocos de carnaval Brasil afora. No Rio, saía o "Exalta Rei", que parava em frente à casa dele, na Urca, e chegou até ganhar acenos do ilustre homenageado. Em Belo Horizonte, a festa era no "Chega o Rei".

Formiguinha

Sabe o que não pode faltar num estúdio quando tem Roberto? Sorvete e brownie. O rei não se considera chocólatra, mas, digamos, um "consumidor regular".

Planeta Urca

RC é patrimônio da Urca desde 1979, quando, segundo o então colunista do GLOBO Ibrahim Sued, comprou, “em cash”, dois andares de um edifício. Desde então, circula com seus carrões pelo bairro e liga para a associação de moradores para dar sua opinião sobre alguns assuntos. Nos anos 1980, participava das procissões de São Pedro.

Esse carro sou eu

A garagem de RC é um parque de diversões. Os vizinhos podem provar. Volta e meia, encontram o Rei pilotando um Chrysler Imperial Crown 1965, um Audi R8 Spyder ou um Lamborghini Gallardo LP 570-4 Spyder. Mas o primeiro possante dele foi um Fusca 1960, bege, usado, comprado com o dinheiro de “Splish splash”.

Repeteco

Há explicação para os nomes dos álbuns serem, na maior parte das vezes,... Roberto Carlos. Ele explicou uma vez ao GLOBO que até gostaria de variar e dar nome de alguma das canções, mas, como nunca sabe qual vai ser a música de trabalho, acaba nomeando-os simplesmente por "Roberto Carlos".

Flores em que tudo que eu vejo

Atenção, plateia do show (quando houver novamente). Há 180 chances de pegar uma rosa do rei. Ele joga sempre 144 vermelhas e 36 brancas nas apresentações.