Nos Estados Unidos, Bolsonaro intensifica acenos a evangélicos com ida à igreja e recado em Copacabana

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Mesmo nos Estados Unidos, depois de comparecer à Cúpula das Américas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou o fim de semana para fazer novos acenos aos evangélicos, público visto como importante na sua busca pela reeleição. Em Orlando, na Flórida, ele participou de evento na Lagoinha Church, liderada pelo pastor, cantor e empresário André Valadão, com representantes das cerca de 50 igrejas evangélicas brasileiras da região. Mais tarde, também mandou recado em vídeo exibido durante o Esperança Rio, encontro gospel na praia de Copacabana, Zona Sul da capital carioca, que reuniu milhares de fiéis.

Sua presença — física e virtual — nos dois eventos foi registrada nas redes sociais. Um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), compartilhou trecho da participação do pai no encontro com o pastor André Valadão. Apesar de os organizadores terem frisado que o encontro não foi religioso, mas para aproximar Bolsonaro da comunidade brasileira no local, o registro mostra o presidente recebendo a bênção de Valadão, em clima de celebração religiosa. Em discurso no local, Bolsonaro afirmou que é possível “até viver sem oxigênio, mas jamais sem liberdade”.

Já no início da noite, durante o Esperança Rio, Bolsonaro gravou recado de cerca de 2 minutos, exibido no telão na praia de Copacabana. O evento é organizado pela Associação Evangelística Billy Graham e mais de 4 mil igrejas evangélicas na capital carioca, e teve a cantora gospel Aline Barros como uma das participantes. Na mensagem, depois de comentar o cenário econômico do país, foi enfático nas palavras aos fiéis.

“Temos um outro problema, este espiritual. E o Brasil não está ausente. É a luto do bem contra o mal. Nós bem sabemos o que queremos e o que defendemos. Somos contra o aborto, somos contra a ideologia de gênero, somos contra a liberação das drogas. Defendemos a família e a liberdade como bem maior. Aí incluídos a liberdade religiosa. A todos vocês, neste momento, que estão nesta belíssima Copacabana, desejo paz, sucesso, e muitas orações por todo mundo, em especial pelo nosso Brasil. Venceremos porque sabemos que somos responsáveis por nossas decisões e devemos tomá-las não com o coração ou com emoção, mas com razão acima de tudo. Venceremos. Que Deus abençoe o nosso Brasil”, disse, sob aplausos do público presente.

O eleitorado evangélico, apesar de diverso por causa das diferentes denominações religiosas, foi um grupo crucial para a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018. Para o pleito deste ano, o presidente tem tratado o assunto com atenção ainda maior, especialmente depois que o último levantamento do instituto Datafolha mostrou divisão desses eleitores entre ele e seu principal adversário na disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a pesquisa, Bolsonaro segue liderando com 39% das intenções de voto entre os evangélicos, mas Lula aparece logo atrás, com 36%. As entrevistas foram realizadas no fim de maio com 2.556 eleitores em 181 municípios de todas as regiões do país e uma margem de erro de dois pontos percentuais.

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