Nos EUA, até macacos já são imunizados contra a Covid-19

Redação Notícias
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Bornean Orangutan female carrying her son aged 3 years  (Pongo pygmaeus wurmbii). Camp Rasak, Lamandau Nature Reserve, Central Kalimantan, Borneo, Indonesia. July  2010. Rehabilitated and released since 1998.
Os primatas passaram por um processo experimental com uma fórmula desenvolvida especificamente para uso veterinário por uma farmacêutica norte-americana (Foto: Via Getty Image)
  • Três orangotangos e cinco macacos bonobo, nos Estados Unidos, já receberam duas doses da vacina contra Covid-19

  • Os primatas passaram por um processo experimental com uma fórmula desenvolvida especificamente para uso veterinário por uma farmacêutica norte-americana

  • Os animais foram escolhidos para receber as doses por estarem no mesmo centro que oito gorilas diagnosticados com coronavírus em janeiro

Três orangotangos e cinco macacos bonobo, do zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, já receberam duas doses da vacina contra Covid-19. Ou seja, estão imunizados contra o coronavírus. 

“Não é o normal. Na minha carreira, não tive acesso a uma vacina experimental tão cedo no processo de desenvolvimento, e não tinha tido tanta vontade de usá-la”, disse Nadine Lamberski, chefe de conservação e saúde animal do zoológico.

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Os primatas passaram por um processo experimental com uma fórmula desenvolvida especificamente para uso veterinário por uma farmacêutica norte-americana.

Segundo a farmacêutica responsável pelos imunizantes, outros zoológicos dos EUA já pediram acesso à vacina, e mais doses devem estar disponíveis a partir de junho.

Gorilas com coronavírus

De acordo com um jornal local, os animais foram escolhidos para receber as doses por estarem no mesmo centro que oito gorilas diagnosticados com coronavírus em janeiro — esses foram os primeiros casos do mundo, mas todos se recuperaram. Em fevereiro, nove gorilas receberam a vacina. 

Os orangotangos e os bonobos, por sua vez, são potencialmente vulneráveis ao vírus. Além disso, de acordo com especialistas do zoológico, esses animais passam muito tempo em locais fechados, o que facilitaria na proliferação da doença.

El presidente brasileño Jair Bolsonaro se ajusta su mascarilla durante una conferencia de prensa para anunciar el inicio de la entrega de ayuda de emergencia por la pandemia de COVID-19, el miércoles 31 de marzo de 2021, en el palacio presidencial de Planalto, en Brasilia. (AP Foto/Eraldo Peres)
O número é considerado além da meta do governo do presidente Joe Biden, que estipulou a meta de 200 milhões de aplicações antes dos 100 primeiros dias de governo (Foto: AP Foto/Eraldo Peres)

Vacinação nos EUA

Os Estados Unidos lideram a lista dos países com mais doses do imunizante contra a Covid-19 aplicadas na população até o momento. Até a última terça-feira (20), o país tinha aplicado 213 milhões de doses das 272 milhões entregues, segundo dados da Saúde norte-americana.

O número é considerado além da meta do governo do presidente Joe Biden, que estipulou a meta de 200 milhões de aplicações antes dos 100 primeiros dias de governo.

Com a aplicação das vacinas bastante adiantada, a maioria dos estados americanos já permitiu a reabertura do comércio, e muitos, principalmente as unidades federadas do centro e sul do país, retiraram a obrigatoriedade do uso de máscara — o equipamento, no entanto, ainda é obrigatória em locais fechados.

Vacinação no Brasil

Diferente dos EUA, o Brasil, do presidente Jair Bolsonarro (sem partido), vacinou até quarta-feira (21) pouco mais de 27 milhões de pessoas com a primeira dose de vacina contra a Covid-19. O número representa apenas 13% da população brasileira — ou quase 10 vezes menos vacinas aplicadas do que os EUA.

Já a segunda dose foi aplicada em quase 11 milhões de pessoas (5,17% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal. No total, 38.470.541 doses foram aplicadas em todo o país.

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, "O Globo", "Extra", "O Estado de S.Paulo", "Folha de S.Paulo" e UOL. Os dados de vacinação passaram a ser acompanhados a partir de 21 de janeiro.