Nos EUA, candidato israelense fala em usar a força contra o Irã

General da reserva israelense Benny Gantz, um dos líderes da formação de centro Kahol Lavan, fala no congresso anual do lobby Aipac em Washington, em 25 de março de 2019

O candidato israelense de centro Benny Gantz, que disputará as eleições com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (25), nos Estados Unidos, que não hesitará em usar a força contra o Irã para conter o rival regional.

Em um discurso no congresso anual do lobby pró-Israel Aipac, Gantz também apresentou sua visão das perspectivas de uma paz com os palestinos, insistindo em que os militares israelenses devem controlar a segurança da Cisjordânia.

O general da reserva começou a se distanciar de Netanyahu em temas de paz e de segurança, abordando ainda assuntos internos. Foi várias vezes ovacionado quando propôs mais inclusão no Muro de Jerusalém Ocidental, cidade considerada sagrada para os judeus.

A visita de Gantz a Washington coincide com a de Netanyahu, que se reúne nesta segunda-feira com o presidente Donald Trump na Casa Branca.

"Deste pódio digo ao regime iraniano: nunca mais. Não vamos lhes permitir que se estabeleçam na Síria, não vamos lhes permitir que desenvolvam armas nucleares", frisou.

O candidato prometeu: "Na minha vez, não vão se transformar em uma potência regional, e eu não vou hesitar em usar a força, se for necessário".

Gantz afirmou que Jerusalém, também reivindicada pelos palestinos, sempre será "a capital unida e eterna" de Israel. Sem descartar um Estado palestino na Cisjordânia, ele disse ainda que o vale do Jordão "sempre" vai ser a fronteira de segurança de seu país pelo leste.

"A responsabilidade pela segurança da Terra de Israel sempre vai permanecer nas mãos do Exército", completou.

Benny Gantz revelou ainda que está aberto a um processo de negociações com o mundo árabe, no momento em que Netanyahu lança esforços para conseguir uma paz com os Estados árabes do Golfo que contraponha o Irã.

"Àqueles que quiserem virar a página, vamos estender a mão e vamos tentar conseguir uma paz com qualquer líder árabe que seja honesto", acrescentou.