Nos pênaltis, Argentina supera Colômbia e confirma duelo de gênios entre Messi e Neymar na final da Copa América

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BRASÍLIA - Nos pênaltis, com muito sofrimento, mas com justiça, a Argentina superou a Colômbia e confirmou uma final de Copa América que tem todos os ingredientes para ser épica. A equipe comandada por Lionel Messi empatou com a Colômbia no tempo normal em 1 a 1, mas superou o duro adversário nas penalidades em uma partida marcada por mudanças no domínio do jogo.

O resultado desta terça-feira no Mané Garrincha, em Brasília, poderia ser outro se a Argentina não tivesse recuado após abrir o placar, mas foi o suficiente para definir uma final entre Brasil e Argentina, a primeira desde 2007, quando a Seleção Brasileira superou o rival continental por 3 a 0 na Venezuela.

A final colocará, enfim, dois dos maiores gênios dessa geração, Messi e Neymar, frente a frente, em um cenário tão histórico quanto bizarro: o Maracanã, mas vazio, neste sábado, às 21h.

A partida entretanto não foi tranquila para os argentinos como os minutos iniciais fizeram parecer. Antes dos dez minutos, Messi já havia criado duas chances para os hermanos. Em uma delas, aos sete minutos, saiu o gol de Lautaro Martinez, em assistência do craque do Barcelona, sua quinta no torneio.

Após o gol, entretanto, a Colômbia ajustou sua marcação e passou a dar poucas chances ao ataque argentino. Pouco a pouco, a equipe de Lionel Scaloni foi dando espaço aos colombianos, que se não criavam chances pela superioridade tática, começaram a empilhar oportunidades pela insistência e presença no campo de ataque. Sem muitos jogadores de velocidade, a Argentina também não conseguia levar perigo ao gol de Ospina. Quando a bola chegava em Messi, ele era parado com falta (foram seis os cartões amarelos para o time colombiano).

Após tanta insistência, a igualdade no placar veio apenas no segundo tempo, em jogada enfiada para Díaz, que tirou de Martínez e fez a Argentina voltar a viver um drama familiar na era Messi.

O gol de empate fez o jogo se inverter novamente, com os argentinos voltando a valorizar a posse de bola e a Colômbia usando sua velocidade para sair no contra-ataque. Com Messi e Dí Maria comandando o meio-campo, a Argentina começou a empilhar novamente chances de gol, desperdiçando todas, incluindo uma com o gol aberto em vacilo da defesa colombiana.

Nos pênaltis, o herói foi o goleiro Emiliano Martínez, que defendeu três penalidades, incluindo a decisiva, de Cardona.

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