Nossa Senhora do Pantanal, de quem Filó é devota, é padroeira da região: 'Tem a força da natureza e da fé', diz Dira Paes

Em "Pantanal", Filó tem um amuleto que praticamente não tira do pescoço. Muito devota, a personagem usa um colar cujo pingente tem uma representação especial: trata-se de Nosa Senhora do Pantanal. Dira Paes, que vive o papel no folhetim, não conhecia a santa e ficou maravilhada quando viu o item de seu figurino.

— A medalha é muito linda porque é feita de madeira, com uma auréola de prata e detalhes em verde, significando a mata da região — descreveu a atriz ao EXTRA enquanto observava o objeto: — É muito bom também ter alguma coisa que, quando você veste, te remete imediatamente ao personagem. Foi um lindo encontro. Acho que fica linda essa madeira na minha pele.

Foi a figurinista de "Pantanal", Marie Salles, quem apresentou a padroeira da região para Dira. Ela explica que não pretendia repetir o pingente usado por Filó na primeira fase da novela, interpretada por Letícia Salles.

— Filó é muito devota de Nossa Senhora Aparecida. Mas eu já tinha usado na Filó da primeira fase um cordão dela, e o Tadeu (José Loreto) tem também um escapulário da santa — explica Marie, para concluir: — Fui pesquisar e achei essa santa, que é padroeira do Pantanal. Aí pedi para a Junia Machado, que faz um trabalho com madeira e ouro, para desenvolver o acessório. Mandei uma foto para ela e supervingou. A Dira pega em cena, conversa com a santa... É muito legal isso.

Para Dira, além de o colar ser uma peça que a conecta com sua personagem do folhetim, a simbologia da padroeira do Pantanal também se destaca. Sobre a santa, ela conta:

— É uma santa relativamente jovem, acho que da década de 80. Mas, para mim, o símbolo maior que ela tem para a Filó é que resume duas coisas que são muito importantes para ela: a religiosidade e o próprio Pantanal, a terra em que ela vive e ama. Ela tem a força da natureza e da fé da Nossa Senhora do Pantanal.

De acordo com o Museu da Vida, organização de Curitiba, em setembro de 1982 a artesã Ida Sanches Mônacona confeccionou uma imagem de Nossa Senhora, com características diferentes da mãe de Jesus Cristo. A santa possuía uma coroa e um manto repleto de folhas e flores de camalotes – planta típica dos rios pantaneiros – nas cores verde e lilás.

Segundo a Arquidiocese de Cuiabá, o dia da santa é comemorado em 21 de setembro e ela foi reconhecida oficialmente em Decreto Episcopal por Dom Milton Santos em 2001, quando ele ainda era bispo de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

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