Nota de R$ 1 é mais popular que a de R$ 200

O Banco Central dizia que a nota de valor mais alto seria necessária para atender à demanda maior da população por dinheiro de papel (Getty Image)
O Banco Central dizia que a nota de valor mais alto seria necessária para atender à demanda maior da população por dinheiro de papel (Getty Image)
  • Nota de R$ 200 circula pouco pelas carteiras brasileiras;

  • Cédula de R$ 1 é mais utilizada do que a de valor duzentas vezes maior;

  • O Banco Central lançou o dinheiro em 2020.

Não é todo dia que pegamos uma nota de R$ 200 na mão. Talvez seja por essa razão que essa cédula não é tão comum no país. O lobo-guará chegou ao mundo das moedas em setembro de 2020, mas ainda não é abundante nas carteiras dos brasileiros. Ele chega a ser mais raro do que os animais "extintos".

Atualmente, existem apenas 105,1 milhões de notas de R$ 200 em circulação no país. Dados do Banco Central (BC) apontam que esse número é menor do que a quantidade de cédulas de R$ 1 que ainda existem. É importante ressaltar que esse papel não é impresso desde 2005.

Reais com a beija-flor ainda representam 148,7 milhões na economia, o que representa quase 50% mais que os exemplares de R$ 200.

Existem diversas razões que podem explicar a ausência da circulação do dinheiro pelo Brasil. Uma delas é a diminuição do poder aquisitivo da população, que tem cada vez menos grana disponível para gastar.

Outra possível explicação é a popularização do Pix, lançado poucos meses depois da nota de R$ 200. Esse sistema de transferências instantâneas e gratuitas ganhou muitos adeptos rapidamente, o que reduziu ainda mais o uso de dinheiro em espécie.

Cartões, movimentações bancárias e pagamentos virtuais já estavam diminuindo o uso de notas ao longo dos anos. A expectativa é que, ao longo dos anos, seja cada vez menos frequente o uso de cédulas de papel como forma de pagamento.