Nottingham Forest adota estratégias para ‘enturmar’ novos brasileiros no elenco

O Nottingham Forest não tinha atletas brasileiros em seu elenco há alguns anos. Isso mudou no início da temporada passada, quando o clube trouxe, por empréstimo do Atlético de Madri, Renan Lodi. No início deste ano, o lateral ganhou a companhia dos compatriotas Gustavo Scarpa e Danilo, ambos vindos do Palmeiras.

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Sem nunca ter atuado em países que tenham o inglês como idioma oficial, os três jogadores têm se aproximado ainda mais para se ajudarem na comunicação com os demais atletas do elenco. Vendo a situação dos brasileiros, o técnico do time, Steve Cooper, deu instruções específicas a Lodi e Danilo: “não se afaste muito do seu lado”, em referência a Scarpa.

— Renan está tão acostumado comigo apenas explicando coisas para ele que estava apenas dizendo 'OK, OK'. Eu tive que dizer 'Não, não, eu quero que você repasse para ele [em referência a Danilo]' — diz Cooper. — Estamos nos esforçando. É um bom desafio de treinamento.

Uma das mensagens que precisavam ser transmitidas durante um treino era a de que Danilo — menos de uma semana depois de chegar ao clube em uma transferência de R$ 111 milhões vindo do Palmeiras — seria relacionado para a partida contra o Bournemouth, no último sábado. Com apenas 21 anos, ele havia chegado há poucos dias à Inglaterra.

Cooper previa utilizar o jogador aos poucos, para que ele se adaptasse ao futebol inglês. Ele não previu, porém, que, pouco antes do intervalo da partida contra o Bournemouth, seria necessário pôr Danilo em campo, após o titular Ryan Yates sair machucado. Scarpa também entraria mais tarde, substituindo Orel Mangala. Além da estreia de Danilo, a partida, que terminou 1 a 1, foi a quinta de Scarpa no clube e a 14ª de Lodi.

Mesmo com a utilização “emergencial”, a prioridade para o clube, no entanto, é seguir utilizando os brasileiros aos poucos. Cooper e sua comissão técnica pretendem, inclusive, aprender um pouco de português para facilitar as orientações dadas ao trio de brasileiros.

— Vamos montar uma folha de comentários simples para todos os jogadores [brasileiros], para que todos possam conversar com eles. Queremos que todos ajudem os rapazes, queremos ajudá-los a construir esses relacionamentos — afirmou Cooper. — Lodi estava em uma posição semelhante à do Danilo quando se tratava [de não falar] o idioma. [...] Ele provavelmente fez mais aulas de inglês do que treinamento.

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O treinador defendeu um período de adaptação para os jogadores, que vem de outro continente “no meio da temporada”, destacando que é importante “administrar as expectativas”. Sobre Scarpa, Cooper disse que, por ser mais velho, pode ter “um pouco de peso nas costas”, “pelo tipo de jogador que é, pelos times que jogou e pelo sucesso que teve”.

— Eles são todos rapazes muito legais. Todos eles se envolvem. Eles não apenas sentam juntos, você os vê se misturando. Você vê Gustavo com seus cubos mágicos — disse o técnico.