Nova acusação contra ex-presidente da Pemex no caso Odebrecht

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Emilio Lozoya foi detido na Espanha em fevereiro de 2020

Emilio Lozoya, ex-presidente da empresa estatal mexicana de petróleo Pemex, é objeto de novas acusações pelo provável desvio de recursos no âmbito do caso de subornos pagos pela empresa brasileira Odebrecht, informou no domingo a agência de inteligência da Secretaria de Fazenda.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) afirma em um comunicado que "identificou um esquema de lavagem de dinheiro na Pemex de 2012 a 2016 por meio de contratos concedidos a 34 empresas relacionadas com a Odebrecht, por quantias milionárias", afirma um comunicado.

De 2014 a 2016 a UIF localizou transferências de quase 150 milhões de dólares e presume que os recursos desviados poderiam ter sido destinados a campanhas eleitorais em vários estados.

A unidade afirma que Lozoya que comandou Pemex de 2012 a 2016, foi acusado ao lado de 11 pessoas de "corrupção política e desvio de recursos públicos" ante a Procuradoria Geral.

Ele já enfrenta um julgamento por uso de recursos de procedência ilícita, associação criminosa e propina.

Lozoya, que foi um colaborador próximo do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018), foi detido na Espanha em fevereiro de 2020 e extraditado ao México em julho do mesmo ano.

O executivo não foi para a prisão: ao chegar ao México ele foi transferido para um hospital e posteriormente conseguiu o direito de prisão domiciliar, depois virar testemunha de colaboração.

Em seu processo, ele denunciou ex-presidentes e políticos de vários níveis, mas não apresentou provas contra os acusados.

Lozoya é o único funcionário mexicano de alto nível que enfrenta acusações no caso da rede de subornos da Odebrecht, que afetou vários países da América Latina.

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