Nova edição de "Pedagogia do Oprimido" resgata obra de Paulo Freire na França

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O livro de Paulo Freire Pedagogia do Oprimido ganhou uma segunda edição na França. Com prefácio da professora da Universidade de Paris 8 e especialista da obra do autor, Iréne Pereira, a nova edição de uma das obras mais conhecidas de Freire, publicada 40 anos após a primeira, traz adaptações ao contexto atual e elucida pontos desconhecidos da obra do autor na França.

Paulo Freire é um dos autores brasileiros mais influentes no mundo intelectual principalmente no mundo ibérico, na América do Norte e também na África. Mas na França, a visão sobre a obra do autor é limitada principalmente aos anos 1970. Ele é citado sobretudo por seu papel na alfabetização de adultos e na educação popular.

"Nos anos 70 ele vivia em Genebra e tinha relações com pessoas na França. Mas quando ele voltou para o Brasil nos anos 1980, sua obra foi um pouco esquecida e toda a parte da obra do Paulo Freire dos anos 80 nunca foi traduzida para o francês", explica Iréne Pereira.

Além de Pedagogia do Oprimido, a única obra do educador publicada em francês é Pedagogia da Autonomia (Érès). Segundo ela, as ideias de Paulo Freire também teriam "saído de moda" porque foram associadas ao marxismo, que foi deixado de lado pelos intelectuais franceses nos anos 80.

De acordo com a especialista, na França, algumas pessoas que conhecem a obra de Paulo Freire pensam que ele foi influenciado pelo pedagogo francês e fundador da corrente Escola Nova, Célestin Freinet, mas não é a realidade. "São duas visões diferentes da educação. Paulo Freire dizia que ele não queria mudar a sala de aula, mas sobretudo mudar a sociedade e essa é uma das diferenças entre a Escola Nova e a obra de Paulo Freire."


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