Nova estação do Metrô de SP é aberta, mas só funciona 3 horas por dia

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 15.12.2021 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva após reunião com os ministros do STF Barroso e Fux, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 15.12.2021 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva após reunião com os ministros do STF Barroso e Fux, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após 17 anos do início das obras e com sua última estação funcionaando apenas parcialmente, a primeira fase da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo está finalmente concluída.

O governo paulista inaugurou na manhã desta sexta-feira (18), em um evento com bastante aglomeração, a estação Vila Sônia, na zona sul da capital paulista.

Ao público, a nova estação começa a funcionar neste sábado (17) e por apenas três horas por dia, em operação assistida, das 10h às 13h. A ampliação do horário será gradual ao longo dos próximos meses, de acordo com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

E este sábado e domingo (19) serão os únicos em que a estação abre no fim de semana durante a operação assistida. Possivelmente até março de 2022, ela só abrirá de segunda a sexta.

Durante o período de funcionamento com horário parcial não será cobrada passagem para os usuários que embarcarem na Vila Sônia.

Quando estiver em pleno funcionamento, a pasta estima que cerca de 90 mil pessoas passem pelo local diariamente.

"O passado passou", afirmou o governador João Doria (PSDB) sobre os 17 anos levados para a conclusão da linha, anunciada em 1995.

Entre os problemas enfrentados ao longo dos anos está o acidente que matou sete pessoas nas obras da estação Pinheiros, em 2007, quando uma cratera engoliu caminhões e máquinas.

A linha 4-amarela começou a ser construída em 2004 e conta 12,8 km e 11 estações, a partir da Luz, na região central. A Vila Sônia, que tinha previsão inicial de entrega para 2014, é a última. Por causa do atraso, o governo terá de pagar uma multa de R$ 700 milhões para a concessionária ViaQuatro, do Grupo CCR, responsável pela concessão da linha.

Uma nova fase da linha prevê extensão até Taboão da Serra, na Grande SP, mas ainda não há data para início de obras.

"Demorou para sair isso daqui, finalmente", afirmou o aposentado João Alberto da Cruz, 69 anos, que passava em frente à estação e se espantou com o movimento de pessoas e com as selfies feitas por funcionários do metrô.

A estação fica em um complexo com terminal de ônibus. Segundo Doria, houve um aporte de R$ 2,1 bilhões na construção de um total de cinco estações e túneis da fase 2 da linha 4.

Inicialmente, o custo planejado da Vila Sônia era de R$ 858 milhões. Questionada, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos disse que o custo final está incluído no pacote citado pelo governador.

A estação da Vila Sônia é a segunda do metrô sem bilheterias -os usuários não conseguem comprar passagem com dinheiro. Os bilhetes, com QR Code para leitura nas catracas, são comercializados em máquinas, que aceitam apenas cartão de débito e crédito. Outra opção é fazer a aquisição por aplicativo de celular.

A Folha de S.Paulo mostrou que na estação Belém, da linha 3-vermelha, a primeira a ter bilhetarias fechadas, atendentes do metrô pedem para que usuários que vão pagar com cartão comprem passagem para quem tem apenas dinheiro. A secretaria, que aditou o plano de fechar todas as bilheterias até o fim do ano, diz que há 8.000 pontos de venda pela cidade.

Com 17 mil m² de área construída em 29 metros de profundidade, a nova estação tem nove pavimentos. O local conta com 20 escadas rolantes, 12 fixas, quatro elevadores e uma plataforma elevatória.

O terminal de ônibus só deverá começar a funcionar quando a estação do metrô estiver operando plenamente.

Inaugurações em ritmo de eleições Na semana que vem, o governo Doria deverá inaugurar a estação Jardim Colonial da linha 15-prata, o monotrilho do metrô, na zona leste.

Em seu discurso desta sexta, o tucano pediu para que seu vice, Rodrigo Garcia, falasse dos planos de entregas de obras no ano que vem, já que Doria vai deixar o cargo em abril para concorrer à Presidência. Garcia deverá ser o candidato do PSDB ao governo estadual.

Segundo o governador, em 2022, ano eleitoral, deverão ser entregues 11 estações do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Ao todo, o Metrô de São Paulo conta com 90 estações e 102 km de extensão em cinco linhas. Na quinta-feira (15) começaram as escavações para as obras da linha 6-laranja, com promessa de inauguração para 2013 e que agora é estimada para 2025.

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