A nova pesquisa presidencial do Datafolha

Uma nova pesquisa presidencial do Datafolha será divulgada na quarta-feira que vem. Mas desta vez o interesse central da pesquisa será o de revelar em quem votará o jovem brasileiro. O Datafolha está desde ontem entrevistando presencialmente mil pessoas de 15 a 29 anos em 12 capitais brasileiras. A margem de erro é de três pontos percentuais para cima ou para baixo.

Constarão do questionário as clássicas perguntas para medir em quem o entrevistado pretende votar para presidente: primeiro, o jovem responderá de forma espontânea o nome do candidato. Depois, a partir de uma cartela com o nome dos postulantes à Presidência, apontará o seu preferido. Também se aferirá a rejeição de cada um deles, assim como o voto no segundo turno — com a opção apenas entre Lula e Jair Bolsonaro.

A pesquisa que começou a ser feita ontem e até o fim do dia de hoje está nas ruas tentará ainda medir o o grau de aprovação dos jovens brasileiros em relação ao governo Bolsonaro, a confiança deles em relação ao futuro do Brasil e se eles desejam dizer adeus ao Brasil e morar em outro país. Pedirá também uma autodefinição ideológica: será perguntado se entrevistado se considera de direita ou de esquerda.

A segunda metade da pesquisa abarcará dados ligados ao comportamento: o interesse por esportes, meio ambiente, política, economia; que estilo de música prefere; e suas opiniões sobre religião, família, casamento de pessoas do mesmo sexo, cotas nas universidades, descriminalização de drogas e aborto.

A julgar pelo último Datafolha, divulgado em 23 de junho, Lula navega em águas tranquilas nesta faixa da população. Naquela pesquisa, o petista aparecia com 54% das intenções de voto entre aqueles brasileiros de 16 a 24 anos (um recorte semelhante ao da pesquisa que está sendo feita hoje). Bolsonaro tinha 24%. Uma diferença de 30 pontos percentuais, muito acima dos 19% que a pesquisa registrava quando se levava em conta a população como um todo.

Ainda nesta pesquisa de junho do Datafolha, 60% entre os entrevistados de 16 a 24 anos diziam rejeitar Bolsonaro. Já aqueles que afirmavam que não votariam nunca em Lula somavam 26%. Mas como eleição não se ganha de véspera há também o dado que mostrava que 40% desses jovens admitia mudar o voto.

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