Nova presidente da Caixa já foi vítima de violência doméstica

Nova presidente da Caixa, Daniella Marques foi vítima de violência doméstica - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Nova presidente da Caixa, Daniella Marques foi vítima de violência doméstica - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
  • Nova presidente da Caixa foi vítima de violência doméstica em 2019

  • O caso foi arquivado e o ex-companheiro dela entrou com petição sigilosa

  • Daniella Marques planeja montar força-tarefa para apurar casos de assédio sexual no banco

Nova presidente da Caixa, Daniella Marques já foi vítima de violência doméstica cometida por um ex-companheiro em 2019. As informações são do blog de Andréia Sadi no G1.

Daniella assume o comando do banco no lugar de Pedro Guimarães, que deixou o cargo na noite da última quarta-feira (29) após ser alvo de diversas denúncias públicas por assédio sexual contra funcionárias.

A nova presidente repete, nos bastidores, que a luta das mulheres “não é pauta da esquerda e nem da direita”.

Ela própria protagonizou uma batalha para conseguir medidas protetivas contra um ex-companheiro há três anos.

Na ocasião, após ser alvo de violência doméstica, denunciou o suspeito à polícia. O inquérito, porém, foi arquivado pela Justiça. Em 2020, o acusado entrou com petição sigilosa contra Daniella.

“Hoje, então, Daniella é alvo de um inquérito que investiga fatos do qual foi vítima, renovando a violência contra a mulher”, disse a defesa da presidente em nota ao blog de Sadi.

Para apurar as denúncias feitas contra Guimarães, a nova líder da empresa pretende montar uma força-tarefa.

Caso sejam comprovados casos de assédio, Daniella promete “fazer uma limpa” nos responsáveis pelos abusos e naqueles que acobertaram os episódios.

A saída de Guimarães

Segundo publicado pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, a oficialização do pedido de demissão de Guimarães ocorreu durante um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PL) através de uma carta.

As acusações contra Guimarães foram reveladas inicialmente pelo portal Metrópoles. De acordo com as vítimas ouvidas pela reportagem, o assédio sempre se dava por "toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos".

Após a revelação do caso, aliados de Bolsonaro entenderam que o caso poderia afetar o presidente, em especial pela relação próxima entre Bolsonaro e Guimarães.

Outra preocupação era com a aderência de Bolsonaro no eleitorado feminino, que rejeita majoritamente o presidente da República. A pressão acontecia tanto por parte da ala política quanto da ala econômica.

Jair Bolsonaro e Pedro Guimarães são bastante próximos. O presidente da Caixa Econômica Federal costuma acompanha Bolsonaro em viagens e participar de lives. Ele chegou a ser cotado para ser vice do presidente na campanha de reeleição.