Nova promotora de caso Flavio Bolsonaro foi madrinha de casamento da advogada do senador

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A promotora não esconde o apoio ao presidente nas redes (Foto: Reprodução/Instagram)
A promotora não escondeu o apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas redes (Foto: Reprodução/Instagram)

A promotora Carmen Eliza Bastos foi transferida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e, agora, integra uma Promotoria Eleitoral que cuida das investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Carmen Eliza, no entanto, tem ligações com a defesa do parlamentar: ela foi madrinha de casamento e Luciana Pires, advogada de Flávio.

Segundo informações da coluna do jornalista Guilherme Amado, da revista Época, Carmen Eliza aparece em fotos do chá de lingerie da advogada Luciana Pires, além de estar na foto oficial do casamento. O evento aconteceu em 2018.

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Há também registros da promotora ao lado da advogada no dia da noite de Luciana, que aconteceu no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Não é a primeira vez em que é identificada uma ligação entre Carmen Eliza e a família Bolsonaro. Em 2019, veio à público o apoio da promotora ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a campanha eleitoral. Por isso, ela foi afastada do inquérito sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Nas redes sociais, foram encontradas fotos da promotora com uma camiseta com os dizeres “Bolsonaro presidente”. Ela também postou uma imagem da possa do presidente em que escreveu: “há anos não me sinto tão emocionada. Essa posse entra naquela lista de conquistas, como se fosse uma vitória”. Carmen Eliza também apareceu em fotos com o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que quebrou uma placa em homenagem à Marielle.

Na ocasião, a promotora pediu afastamento da investigação. Foi aberto um procedimento pela Corregedoria-Geral do Ministério Público para analisar o caso, mas o MP suspendeu o processo.

O inquérito em questão apura se Flávio Bolsonaro cometeu crimes de falsidade ideológica durante a campanha eleitoral de 2014, quando concorreu ao cargo de deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Ele teria omitido informações na declaração de bens.

Segundo o MP, Carmen Eliza foi escolhida para integrar a Promotoria Eleitoral por meio de um concurso interno do Ministério Público e, por isso, o procurador-geral não pode impedir a promotora de assumir o posto.