Nova rodada de negociações sobre a Líbia patrocinada pela ONU na Tunísia

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Uma nova rodada de negociações entre as facções líbias começou em Gammarth, perto da capital tunisiana, em 9 de novembro de 2020
Uma nova rodada de negociações entre as facções líbias começou em Gammarth, perto da capital tunisiana, em 9 de novembro de 2020

A Tunísia acolheu nesta segunda-feira(09) novas negociações entre as facções líbias sob mediação da ONU, que vê com "otimismo" um possível acordo para estabelecer um governo de unidade e a organização de eleições após nove anos de conflito no país. 

Este novo ciclo de reuniões em Gammarth, nordeste, reúne 75 líderes líbios selecionados pela ONU de todas as facções, incluindo membros de grupos beligerantes. 

A Líbia está dividida entre duas autoridades rivais: o Governo da União Nacional (GNA) no oeste, reconhecido pela ONU, e o homem forte do leste, Khalifa Haftar. 

As negociações buscam tirar o país do caos em que vive desde a queda do regime de Muammar Khadafi em 2011. 

As iniciativas diplomáticas dos últimos anos fracassaram na tentativa de resolver este conflito, no qual cada vez mais potências estrangeiras estão envolvidas: o GNA é apoiado militarmente pela Turquia e a facção Haftar, pelos Emirados Árabes Unidos, Rússia e Egito.

Desde setembro, as duas partes, acompanhadas pela ONU, voltaram à mesa de negociações para traçar um plano de transição para o país. 

Em outubro, concordaram com uma trégua permanente, que permitiu a retomada da produção de petróleo, vital para o país, que possui as maiores reservas de petróleo da África. 

O objetivo da reunião desta segunda-feira é escolher um conselho presidencial de três membros representando as principais áreas da Líbia: Cirenaica (leste), Tripolitânia (oeste) e Fezan (sul), além de um chefe de governo encarregado de formar um gabinete unitário. 

Essas discussões foram possíveis depois da derrota em junho das forças pró-Haftar em sua ofensiva para tomar a capital, Trípoli, casa do rival GNA.

O Papa Francisco expressou esperança no domingo de que o diálogo acabe com "o longo sofrimento do povo líbio".

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