Nova subvariante do coronavírus é identificada em São Paulo

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.03.2022 - Movimentação de pessoas, com e sem máscara facial, na rua 25 de Março, em SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.03.2022 - Movimentação de pessoas, com e sem máscara facial, na rua 25 de Março, em SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A identificação de uma nova subvariante do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid, foi confirmada nesta quarta-feira (27) na cidade de São Paulo. Segundo a rede de laboratórios Dasa, a descoberta é proveniente da amostra uma criança que tem três anos de idade. O material foi coletado em 16 de fevereiro de 2022 para um exame do tipo RT-PCR.

Segundo o laboratório, essa recombinação do coronavírus é proveniente de outras duas subvariantes já detectadas da ômicron —a BA.1 e BA.2.

O laboratório afirma que a sublinhagem ainda não havia sido identificada em nenhum lugar do mundo e que não estava catalogada na Gisaid, plataforma que consolida dados genômicos do vírus de mais de 70 países. O registro na plataforma já foi providenciado, segundo a Dasa.

Ainda de acordo com a rede de laboratórios, o Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que atua nas áreas de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, também foi notificado a respeito da nova sublinhagem.

Mesmo que tenha ocorrido essa descoberta, isso não indica, porém, que a sublinhagem já seja categorizada como uma nova subvariante.

"Para que seja reconhecida como uma nova linhagem recombinante é necessário que pelo menos cinco amostras de diferentes indivíduos contenham este recombinante", afirmou o laboratório em nota oficial.

Além desse sequenciamento, a Dasa confirmou outros dois novos casos da subvariante ômicron XE no Brasil, identificados em duas pessoas que realizaram testes em laboratórios da rede.

O primeiro caso dessa subvariante foi registrado no Brasil em 7 de abril. Ela também é um híbrido das cepas BA.1 e BA.2. Antes disso, ela havia sido identificada inicialmente em janeiro no Reino Unido.

Segundo um levantamento feito recentemente pelo ITPS (Instituto Todos Pela Saúde), a subvariante BA.2 da ômicron é majoritária entre os casos de Covid no Brasil, representando quase 70% das amostras analisadas em diagnósticos feitos entre os dias 3 e 9 de abril.

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