Nova vacina da Pfizer demonstra eficácia contra infecção respiratória grave em bebês

A Pfizer afirmou que sua vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) demonstrou eficácia e segurança na fase 3 de testes clínicos. O desfecho foi tão positivo que a farmacêutica pretende pedir autorização à FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, ainda este ano.

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O VSR é um vírus respiratório comum. Normalmente, a infecção causa sintomas leves, semelhantes ao de um resfriado. Por outro lado, ele também é responsável pelo aparecimento de bronquiolite e pneumonia, especialmente em bebês de até um ano. Idosos também são mais vulneráveis a casos graves.

Segundo informações do Boletim Infogripe, da Fiocruz, o VSR é responsável por 21,7% dos casos e 1,6% das mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) confirmados nas últimas quatro semanas.

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Se aprovado, o imunizante da Pfizer será o primeiro disponível contra a doença e o primeiro novo produto relacionado à infecção em mais de duas décadas. Em março, a FDA incluiu a vacina na classificação de "terapia inovadora", o que acelera seu processo de avaliação pela agência.

No estudo, a vacina não foi administrada no bebês, mas na gestante, durante o final do segundo ao terceiro trimestre da gravidez. No total, 7.400 mulheres participaram do teste. Os resultados mostraram que o imunizante foi 81,8% eficaz em prevenir infecções graves do trato respiratório inferior nos primeiros três meses de vida e 69,4% nos primeiros seis meses. A vacina foi considerada bem tolerada, sem preocupações de segurança para as mães e seus recém-nascidos.

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Também está em andamento outro estudo fase 3, que busca avaliar a eficácia do mesmo imunizante em idosos a partir de 60 anos. Resultados preliminares divulgados em agosto mostram proteção semelhante à observada nos bebês.

A vacina desenvolvida pela Pfizer é bivalente, contendo proteínas F - utilizada pelo vírus para se ligar às células humanas - dos subgrupos A e B do vírus VSR, que são as duas cepas mais comumente circulantes.