Nova variante do coronavírus no Reino Unido se propaga acelerademente, diz médico inglês

Extra, com agências internacionais
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Foto: OLI SCARFF / STR

Uma nova variante do coronavírus que foi descoberta no sul do Reino Unido está se espalhando de forma acelerada, informou neste sábado o chefe da Autoridade Médica inglesa, Chris Whitty. Ele disse que o Reino Unido informou sua descoberta à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ministro da Saúde, Matt Hancock, anunciou na segunda-feira que cientistas identificaram uma "nova variante" no sul da Inglaterra que pode se espalhar mais rápido.

O Reino Unido vivenciou neste mês um aumento de casos e hospitalizações e o primeiro-ministro Boris Johnson fará uma coletiva de imprensa sobre a situação do vírus neste sábado à tarde.

Johnson parece disposto a anunciar novas restrições para viajar em Londres e no sudeste da Inglaterra durante as festas natalinas.

Na sexta-feira, o governo registrou 28.507 novos casos no Reino Unido e nesta semana os casos aumentaram em 40,9% em relação à semana anterior. Mais de 1.980.000 pessoas testaram positivo no Reino Unido.

Whitty disse que membros de um grupo de especialistas disseram a ele e ao governo que temem que "a nova variedade possa se espalhar mais rápido".

Ele acrescentou que não há evidências de que a nova cepa cause mais mortes ou afete a eficácia das vacinas.

A nova variante, que cientistas britânicos batizaram de "VUI – 202012/01", inclui uma mutação genética na proteína S que, em tese, poderia fazer a Covid-19 se disseminar mais facilmente entre as pessoas.

Mutações, ou mudanças genéticas, ocorrem naturalmente em todos os vírus, especialmente os de RNA, como é o caso do Sars-CoV-2, à medida que eles se duplicam e circulam em populações humanas.

No caso do novo coronavírus, estas mutações estão se acumulando em um ritmo de cerca de uma ou duas por mês globalmente, de acordo com especialistas em genética do COG-UK.

"Em resultado deste processo em andamento, muitas milhares de mutações já surgiram no genoma do SARS-CoV-2 desde que o vírus emergiu em 2019", explicaram.

A maioria das mutações vistas até agora não teve efeito aparente no vírus, e é provável que só uma minoria altere o patógeno de qualquer maneira significativa – por exemplo, tornando-o mais capaz de infectar pessoas, mais inclinado a causar uma doença grave ou menos sensível a defesas imunológicas naturais ou induzidas por vacinas.