Nova variante representa risco potencial para vacinas da Moderna

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(Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images)
(Majdi Fathi/NurPhoto via Getty Images)
  • A nova variante da covid-19 representa um "risco potencial" para a eficácia da vacina Moderna

  • A avaliação é da fabricante do imunizante

  • A cepa, descoberta na África do Sul, foi batizada de ômicron

A fabricante de vacinas Moderna afirmou que a nova variante do coronavírus, registrada pela primeira vez na África do Sul, representa um "risco potencial significativo" para a eficácia de seu imunizante contra a covid-19 e para a proteção alcançada naturalmente.

"A variante ômicron, recentemente descrita, inclui mutações vistas na variante delta. Acredita-se que ela aumenta a transmissibilidade e mutações vistas nas variantes beta e delta, que promovem o escape imunológico", informou a Moderna em comunicado à imprensa, na última sexta-feira (26).

A empresa declarou que está realizando testes com seu imunizante em relação à capacidade de neutralizar a nova cepa. Os dados são esperados nas próximas semanas.

A variante ômicron já é considerada aquela com o maior número de mutações. Ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante B.1.1.529, porque ela ainda está restrita a uma Província sul-africana. Entretanto, um pesquisador já a classificou como "horrível", enquanto outro disse ser a pior já vista.

Em entrevista coletiva, o professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação, na África do Sul, disse que foram localizadas 50 mutações no total, e mais de 30 na proteína spike — "chave" que o vírus usa para entrar nas células e alvo da maioria das vacinas contra a covid-19.

Oliveira, que é brasileiro, disse que a variante carrega uma "constelação incomum de mutações" e é "muito diferente" de outros tipos que já circularam. "Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações do que esperávamos", disse ele.

Até agora, foram confirmados 77 casos na Província de Gauteng, na África do Sul; quatro casos em Botswana; e um em Hong Kong, diretamente relacionado a uma viagem à África do Sul.

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