Nova York exigirá certificado de vacinação para restaurantes, shows e academias

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Homem na cidade de Nova York em 29 de julho de 2021

Um certificado de vacinação será exigido em Nova York para entrar em restaurantes, academias e locais de entretenimento, anunciou nesta terça-feira (3) o prefeito democrata Bill de Blasio, tornando sua cidade a primeira nos Estados Unidos a criar um passe sanitário.

O anúncio foi feito ao mesmo tempo que órgãos públicos e empresas privadas dos Estados Unidos reforçam as exigências de vacinação devido ao avanço da variante delta altamente contagiosa do coronavírus.

"Se você foi vacinado (...), você tem a chave, pode abrir a porta. Mas se você não for vacinado, infelizmente, não poderá participar de muitas atividades", acrescentou Bill de Blasio.

Em meio a um aumento de casos de covid-19 no país, De Blasio disse que o dispositivo, denominado "Key to NYC pass" seria lançado em 16 de agosto, seguido por um período de transição de um mês.

“É hora de as pessoas verem a vacinação como algo literalmente necessário para ter uma vida plena e saudável”, disse o prefeito.

Em Nova York, cidade com mais de 8 milhões de habitantes, 71,8% dos adultos receberam pelo menos uma dose da vacina, segundo dados da prefeitura.

Nas últimas duas semanas, o prefeito e o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, endureceram as exigências de vacinação.

Há alguns dias, Cuomo anunciou que o estado de Nova York vai exigir que todos os profissionais da saúde que tenham contato com o público e todos os funcionários federais apresentem um certificado de vacinação, ou façam testes semanais de detecção do vírus.

- Exigências versus liberdades -

As medidas chegam em um momento em que os Estados Unidos tentam aumentar as taxas de vacinação, que se estagnaram consideravelmente nos últimos meses, apesar de o país ter a maior oferta de doses do mundo.

A nova onda de infecções eleva o número de hospitalizações para níveis observados no verão boreal passado. Os hospitais apresentam uma média de 6.200 atendimentos diários por covid, enquanto as mortes beiram as 300 por dia.

Muitos sindicatos e críticos das disposições se pronunciaram contra a exigência de certificados de vacinação, citando argumentos de liberdade pessoal.

Mas a organização New York City Hospitality Alliance deu as boas-vindas à decisão de De Blasio.

Seu diretor-executivo, Andrew Right, disse que embora a medida represente "desafios econômicos e operacionais" para restaurantes, ela ainda ajudará a "garantir que a cidade de Nova York não imponha restrições ou fechamentos obrigatórios que, mais uma vez, devastariam as pequenas empresas que ainda não se recuperaram da pandemia. "

Com quase um mês de atraso, o país alcançou na segunda-feira (2) a meta do presidente Joe Bien de que pelo menos 70% dos adultos tenham recebido ao menos a primeira dose da vacina. A data original era um festivo 4 de julho, Dia da Independência americana.

A queda das taxas de vacinação é observada especialmente em regiões politicamente conservadoras do sul e centro-oeste e entre os mais jovens, pessoas com rendas mais baixas e minorias raciais.

Na semana passada, o governo Biden anunciou que os trabalhadores federais precisarão se vacinar ou fazer testes de detecção regulares, seguindo passos semelhantes aos adotados na Califórnia e em Nova York.

No setor privador, grupos como Disney e Walmart implementaram novos requisitos e incentivos para que seus funcionários se vacinem.

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