Nova York planeja 'reabertura total' em 1º de julho ou inclusive antes

·2 minuto de leitura
Rua de Manhattan, em Nova York

A cidade de Nova York reabrirá completamente as atividades fechadas pela pandemia em 1º de julho, anunciou nesta quinta-feira (29) o prefeito Bill de Blasio, enquanto o governador Andrew Cuomo disse que pode acontecer inclusive antes, se a situação continuar melhorando.

"É hora de estabelecer uma meta para a reabertura total da cidade de Nova York. E essa meta é 1º de julho", disse o prefeito em coletiva de imprensa.

A medida, segundo explicações do prefeito e de sua equipe, implica voltar a 100% da capacidade em restaurantes e bares, teatros e salas de concerto, museus, estádios, academias, pequenos comércios, salões de beleza e escritórios.

"Existe luz no fim do túnel (...). Este será o verão da cidade de Nova York. Todos vamos desfrutar da cidade outra vez e pessoas de todo o país voltarão para cá em massa para fazerem parte deste incrível momento em Nova York", afirmou o prefeito.

Mas "temos que continuar nos vacinando", reiterou.

O prefeito não explicou como chegará à reabertura total das atividades, nem disse se outras restrições continuarão de pé. Na verdade, o levantamento da maioria das restrições corresponde ao governo estadual.

O governador Cuomo, um arquirrival de De Blasio apesar de ambos serem democratas, alertou que a pandemia não acabou e que é "irresponsável" marcar uma data de reabertura. No entanto, também disse que se a situação continuar melhorando, espera que isso ocorra inclusive antes de 1º de julho.

"Ninguém abriría mais rápido a cidade do que eu, mas não posso prever o futuro (...). Espero chegar lá antes de 1º de julho", afirmou.

"Estamos fazendo grandes progressos, mas as pessoas estão morrendo todos os dias por covid. Temos que pesar os dois fatos", acrescentou.

Cuomo aumentou recentemente para um terço a capacidade máxima permitida em restaurantes, cinemas ou estádios, mas a reabertura dos teatros da Broadway está prevista para setembro.

O coronavírus deixa até agora um saldo de mais de 32.000 mortes em Nova York desde março de 2020.

Mas a taxa de novos casos, hospitalizações e mortes diminuiu consideravelmente nas últimas semanas, enquanto a vacinação da população maior de 16 anos avança. No último mês, a média semanal dos três indicadores caiu mais que um terço.

Quase 30% da população da cidade de Nova York - 2,5 milhões de pessoas - está completamente vacinada contra o coronavírus. De Blasio deseja que cinco milhões de habitantes estejam totalmente vacinados até o final de junho.

lbc/lda/aa