Novas exposições no Paço Imperial esquentam o roteiro no Rio

Cinco novas exposições se unem à recém-aberta "Cores da paisagem – Nápoles-Rio no olhar de artistas italianos do século XIX", e fazem do Paço Imperial, que ganha ainda mais uma mostra a partir de quarta-feira (7), uma dica quente no roteiro de exposições. Outra novidade é uma individual do fotógrafo francês Ludovic Carème que chega ao MAR neste sábado (3). Confira o programa completo.

Museus e centros culturais

Casa de Cultura Laura Alvim

Av. Vieira Souto 176, Ipanema. Qua a dom, das 13h às 20h. Grátis.

'35 anos de Laura'. Através de formas, cores e sons, o projeto imersivo que comemora os 35 anos do centro cultural em Ipanema recria ambientes originais do local onde viveu a entusiasta da arte. Peças do acervo pessoal da filha do médico Álvaro Alvim, pioneiro no uso de raios-X no Brasil, e neta de Angelo Agostini, precursor da caricatura nacional, compõem a mostra. Até 26 de março.

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março 66, Centro. Seg, 9h às 21h. Qua a sáb, 9h às 21h. Dom, 9h às 20h. Grátis

'OSGEMEOS: Nossos segredos'. Após 12 anos, a dupla paulistana OSGEMEOS, formada por Gustavo e Otávio Pandolfo, volta ao museu em uma grande retrospectiva da produção dos artistas. Em meio a quase mil itens, destacam-se as obras “Templo” e “Gigante”, que foram adaptadas especialmente para o espaço da rotunda, além de telas emprestadas de colecionadores. Há ainda projeção de animações e imagens de obras urbanas feitas pelos irmãos. Até 23 de janeiro de 2023.

'Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito'. Sete décadas de estrada do consagrado fotógrafo carioca Walter Firmo são repassadas na mostra que reúne 266 fotografias, desde 1950 até 2021. As imagens que compõem a exposição em parceria com o Instituto Moreira Salles trazem registros de ritos, festas populares e cenas cotidianas que exaltam a população e a cultura negra de diferentes regiões do país. Até 27 de março.

'Fotógrafos italianos - No florescer da fotografia brasileira'. Cerca de 80 registros raros, feitos por nove grandes fotógrafos italianos entre o Segundo Reinado e a Primeira República, compõem a mostra que tem curadoria de Joaquim Marçal de Andrade e Livia Raponi. Até 26 de dezembro.

Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB)

Praça Tiradentes 69/71, Centro. Ter a sáb, das 10h às 17h (fechado nos dias 1º e 2/11). Grátis.

'Trama Canoê'. Um dos maiores símbolos da cultura das comunidades indígenas e ribeirinhas da região amazônica, a canoa é a estrela da exposição, que destaca sua importância para o transporte, o trabalho e a comunicação no cotidiano. Até fevereiro.

'Sente-se: a coleção BEĨ em diálogo'. Na exposição, 63 bancos feitos artesanalmente por indígenas de 38 etnias do Xingu, Sul da Amazônia, Amazônia Oriental, Calha Norte e Noroeste Amazônico dividem espaço com obras de 14 renomados designers brasileiros. A curadoria é do indígena Mayawari Mehinaku e dos designers Claudia Moreira Salles e Gabriel Bueno. Até março de 2023.

Espaço Cultural Arte Sesc

Rua Marquês de Abrantes 99, Flamengo. Seg a sáb, das 12h às 19h. Grátis.

'Abstrações'. A coletiva traz obras de artistas mulheres de diferentes gerações, como Fayga Ostrower, Renina Katz, Anna Letycia, Anna Maria Maiolino e as contemporâneas Ana Cláudia Almeida e Laís Amaral para explorar as diferentes expressões da abstração para cada artista. Até 31 de janeiro de 2023.

Instituto Moreira Salles

Rua Marquês de São Vicente 476, Gávea. Ter a sex, das 12h às 18h. Sáb, dom e feriados, das 10h às 18h. Grátis.

'Palavras cruzadas, sonhadas, rasgadas, roubadas, usadas, sangradas'. Um acervo de cerca de 200 trabalhos (incluindo obras feitas especialmente para a exposição) traça um panorama da trajetória de Miguel Rio Branco, um dos principais fotógrafos brasileiros, desde os anos 1970. Sua produção, marcada pela fotografia, pelo cinema e as artes plásticas, mergulha em temas como a sexualidade, a violência, a dor e a solidão. Entre os itens da curadoria de Thyago Nogueira e do próprio artista, está uma série rara em preto e branco produzida em Nova York, entre 1970 e 1972, além da sequência Mona Lisa (1973), fotografada em um bordel no município de Luziânia (GO), no entorno do Distrito Federal. Até 26 de março.

Museu Bispo do Rosário

Estrada Rodrigues Caldas 3400, Taquara. Ter a sex, das 10h às 17h. Grátis.

'Monumental'. A masculinidade e a violência na história e na cultura brasileira são questionadas na individual de Paul Setúbal. Entre as obras centrais da coleção está uma escultura inédita de 3 metros de altura que põe de ponta-cabeça uma estátua equestre retratando Dom Pedro I. A curadoria é de Daniela Name, Jean Carlos Azuos e Thiago Fernandes. Até 4 de fevereiro.

Museu de Arte do Rio

Praça Mauá 5, Centro — 3031-2741. Qui a dom, 11h às 18h. R$ 20.

'Margens'. A individual do fotógrafo francês Ludovic Carème traz registros em preto e branco do duro cotidiano de comunidades brasileiras, de São Paulo ao Acre, sob o olhar do artista, que viveu no país por mais de dez anos. Abertura em 3 de dezembro. Até 26 de março.

'Agnaldo Manuel dos Santos - A conquista da modernidade'. Com curadoria de Juliana Bevilacqua, a individual conta com mais de 70 esculturas em madeira do artista negro baiano discípulo de Mário Cravo Júnior, nascido na Ilha de Itaparica, em 1926. Até 26 de fevereiro.

'Faz escuro mas eu canto'. A mostra itinerante da 34ª Bienal de São Paulo apresenta a história do líder negro Frederick Douglass, que fugiu da escravidão e se tornou símbolo da luta abolicionista nos Estados Unidos. Cerca de 30 obras de 13 artistas de 8 países, incluindo o Brasil, traçam a relação entre o retrato de sua de vida com a da Pequena África nos arredores do museu. Até 22 de janeiro.

'Um defeito de cor'. Baseada no livro homônimo de Ana Maria Gonçalves (que também assina a curadoria), a coletiva faz uma releitura da história da escravidão destacando lutas e contextos sociais, culturais e econômicos do século XIX. Ao todo, serão 400 obras de artes de mais de 100 artistas brasileiros e africanos, principalmente mulheres negras. Até 14 de maio.

'Lataria espacial'. A mostra composta de cerca de 40 obras do artista paraense Emmanuel Nassar traça uma ponte entre a pop art, movimento artístico dos anos 1960 que trabalha com o imaginário da publicidade, e elementos das ruas e feiras livres para causar um choque entre erudito e popular. Uma das principais peças, um avião executivo em tamanho original feito de aço galvanizado, com 8 metros, permite que os visitantes interajam e subam na escada da aeronave para tirar fotos. Até 26 de fevereiro.

'Revirar'. A exposição que ocupa o foyer do 5º andar exibe 14 vídeos do acervo museológico do MAR com temáticas ligadas ao corpo e a revisões históricas e sociais. Ao todo, a mostra reúne a produção audiovisual de 15 artistas jovens, como Diambe, Juliana Notari e Pablo Lobato, e de artistas históricos, como a italiana Anna Maria Maiolino.

Museu de Arte Moderna

Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro — 3883-5600. Qui e sex, das 13h às 18h. Sáb e dom, das 10h às 18h. Contribuição voluntária.

'Atos de revolta: outros imaginários sobre independência'. Desenvolvida em colaboração com o Museu da Inconfidência, a coletiva revê o processo de independência do Brasil a partir da arte, reunindo obras e objetos do período colonial, e produções de artistas contemporâneos. Até 26 de fevereiro.

Neste sábado (3), a artista mineira Luana Vitra realiza uma ativação da obra “Bandeira nacional atualizada”, parte da exposição, despedindo-se do projeto com a distribuição gratuita de 400 múltiplos da bandeira que integra a instalação, entre 14h e 16h, no espaço expositivo.

'Nakoada: estratégias para a arte moderna'. Com curadoria de Denilson Baniwa e Beatriz Lemos, a coletiva propõe novos caminhos para o futuro, através de obras modernistas do acervo do museu, (incluindo trabalhos de Guignard, Tarsila, Portinari, Volpi, Anita Malfatti, entre outros), além de cerâmicas da coleção do Museu do Índio e trabalhos comissionados de cinco artistas contemporâneos. Entre os itens, estão algumas preciosidades da Coleção Gilberto Chateaubriand. Até 29 de janeiro.

Museu do Amanhã

Praça Mauá 1, Centro — 3812-1800. Ter a dom e feriados, 10h às 18h. R$ 30 (de graça às terças).

Exposição principal: Para abordar o impacto do homem no planeta, a mostra permanente se divide em cinco partes — Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

'Nhande Marandu - Uma história de etnomídia indígena'. Através de fotos, programas de TV, filmes, artes visuais, acervos de rádios e livros, a exposição traça um panorama da comunicação e identidade dos povos indígenas até os dias atuais, com o uso de tecnologias digitais. A curadoria é de Anápuáka Tupinambá, Takumã Kuikuro, Trudruá Dorrico e Sandra Benites. Até 26 de fevereiro.

‘S2 - Coração, pulso da vida’. Em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a exposição destaca a importância do coração para a vida e o bem-estar. Além de oferecer informações sobre o órgão vital, a mostra conta com experiências imersivas, como um projetor 3D que simula a pulsação do coração e um sensor que reproduz o som do batimento do próprio visitante e, em seguida, toca uma música seguindo o mesmo ritmo, além de uma intervenção audiovisual de poesia e dança. Até 5 de fevereiro.

'Amazônia'. Depois de passar por Paris, Londres, Roma e São Paulo, chega ao Rio a exposição que reúne 194 fotografias de Sebastião Salgado, resultado de uma imersão de sete anos na região amazônica. Idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria, a mostra traz ainda um espaço com projeções sonorizado com uma composição especial de Rodolfo Stroeter. Até 29 de janeiro.

Museu do Pontal

Av. Celia Ribeiro da Silva Mendes 3.300, Barra da Tijuca. Qui a dom, das 10h às 18h. Contribuição voluntária.

'Djalma Corrêa – 80 anos de música e pesquisa'. A exposição reúne fotografias e gravações do acervo do percussionista mineiro que marcou a música popular brasileira, destacando seu trabalho de pesquisa de sonoridades africanas.

'O circo chegou!'. A coletiva comemora um ano da nova sede do museu com uma exposição dedicada ao circo. Trabalhos de artistas de diversas partes do país e da França compõem a mostra que tem como centro a obra cinética "O circo", de Adalton Fernandes Lopes. A curadoria é de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque, diretores do museu. Até março.

'Novos ares: Pontal reinventado': A nova sede do museu que é referência internacional em arte popular brasileira, na Barra da Tijuca, apresenta o conjunto de seis mostras, uma de longa duração e cinco temporárias, em um total de cerca de duas mil peças.

'Prosperidade, felicidade em tudo'. Com a temática da luta antimanicomial, a coletiva reúne dez obras, entre pinturas e esculturas, de sete artistas que integram o Atelier Gaia, espaço vinculado ao Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea.

Museu Histórico Nacional

Praça Marechal Âncora s/nº, Centro — 3299-0324. Qua a sex, 10h às 17h. Sáb e dom, 13h às 17h. Grátis.

'Entre os cheiros da história'. Vinte dos 46 canhões que ocupam o pátio do museu se transformam em instalação artística na exposição olfativa da paulistana Josely Carvalho. Nas peças históricas, datadas entre os séculos XVI e XX, foram introduzidas cápsulas com cheiros criados pela artista em parceria com a fabricante Givaudan do Brasil, para contar a história através dos cheiros, das sensações e lembranças que os odores nos remetem. Até 29 de janeiro.

'Rio 1922'. A exposição em comemoração ao centenário do MHN e ao bicentenário da Independência do Brasil faz viagem pelo Rio de Janeiro de 1922, com cerca de 100 itens de época, entre fotografias, pinturas, vestuário, objetos, cédulas e mobiliário. Até dezembro.

Paço Imperial

Praça Quinze de Novembro, Centro. Ter a sáb e feriados, das 12h às 17h. Grátis.

'Biblioteca Paulo Santos: Preciosidades de uma coleção'. A exposição traz itens raros do acervo da biblioteca Paulo Santos que vão do século XVI ao XX, incluindo um exemplar de 1540 da obra renascentista "Regole generali di architettura", de Sabastiano Serlio, inspirada na doutrina do arquiteto romano da Antigiuidade Vitrúvio. Até 12 de fevereiro.

'Soluções alternativas para um futuro incerto'. Quatro esculturas inéditas do colombiano Jorge Rodríguez-Aguilar, que ocupam o terreiro do Paço Imperial, enaltecem a força da natureza ao representarem a ritualística de elementos naturais, como chifres, plantas, madeiras e metais.

'Pequenos formatos'. Marcando os 30 anos de trajetória do artista carioca Daniel Feingold e apresentando uma nova fase em seu trabalho, a individual expõem cerca de 60 pinturas recentes e inéditas, em pequenos formatos, além de outras oito pinturas inéditas em grandes dimensões. Até 12 de fevereiro.

'Trama/objeto pintura'. O multiartista Xico Chaves expõe sua série 'Índios extintos', de 1989, que dá protagonismo a povos e aldeias dizimadas durante a colonização. Entre as técnicas utilizadas estão pinturas com pigmentos minerais sobre papéis artesanais e industriais, objetos em madeira e objetos-pinturas em vários materiais. Até 12 de fevereiro.

'Arte pela vida das mulheres'. A coletiva apresenta obras de 24 artistas mulheres que questionam a opressão patriarcal para destacar a importância de rever diretrizes que definem as políticas públicas relativas à saúde da mulher. Abertura em 7 de dezembro. Até 31 de janeiro.

'Glauco Campello: Arquitetura e suas circunstâncias'. A mostra apresenta uma seleção de projetos do arquiteto e ex-presidente do Iphan, Glauco Campello, um dos maiores expoentes da arquitetura moderna brasileira. Até 12 de fevereiro.

'Cores da paisagem – Nápoles-Rio no olhar de artistas italianos do século XIX'. Em celebração ao bicentenário de nascimento de D. Teresa Cristina, esposa napolitana do imperador D. Pedro II, cerca de 50 pinturas e fotografias de artistas italianos como Luigi Stallone, Edoardo de Martino, Nicolau Facchinetti, Camilo Vedani e Giorgio Sommer colocam lado a lado paisagens do Rio e de Nápoles. A curadoria é de Paulo Knauss, com curadoria adjunta de Fernanda Capobianco. Até 12 de fevereiro.

Galerias

Carpintaria

Rua Jardim Botânico 971, Jardim Botânico. Ter a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 10h às 18h. Grátis.

'Moshekwa Langa'. A primeira individual do artista sul africano Moshekwa Langa no Brasil é composta de duas grandes colagens e um grupo de pinturas de pequeno e médio formato sobre papel que resgatam memórias de sua infância na África.

Mul.ti.plo Espaço Arte

Rua Dias Ferreira 417/206, Leblon (2294-8284). Seg a sex, das 11h às 18h (sábados, sob agendamento). Grátis.

'Livros espelhos consequências'. Dois anos de trabalho de Waltercio Caldas resultaram em 14 obras inéditas (nove objetos e cinco desenhos tridimensionais) que, na visão poética do artista, mostram a relação familiar entre peças como livros e espelhos. Até 2 de dezembro.

Nonada

Rua Aires Saldanha 24, Copacabana. Ter a sex, das 11h às 19h. Sáb, das 11h às 15h. Rua Conde de Agrolongo 677, Penha. Qui e sex, das 12h às 17h. Sáb, das 11h às 15h. Grátis.

'A palavra: prosa'/'A palavra: verso'. A recém-aberta galeria ocupa dois espaços no Rio: em Copacabana e na Penha. A mostra inaugural se divide entre os dois endereços ("A palavra: prosa", em Copacabana, e "A palavra: verso" na Penha) e reúne obras de 32 artistas de diferentes cidades brasileiras, cujos trabalhos abrangem temas como racismo, política, sociedade e gênero. Até 4 de março.

Silvia Cintra + Box 4

Rua das Acácias 104, Gávea. Seg a sex, das 10h às 19h. Sáb, das 12h às 16h. Grátis.

'O mágico, a princesa e suas peripécias'. Um dos maiores nomes da fotografia brasileira, Miguel Rio Branco é destaque da exposição que traz 14 trabalhos inéditos, formando um quebra cabeça de luz e cor.