"Nove dedos só volta na fraude", diz Bolsonaro sobre Lula

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  • Bolsonaro diz que Lula só volta ao poder se houver fraude nas eleições de 2022

  • Presidente defende voto impresso, embora não haja indícios de fraudes nas urnas eletrônicas

  • Pesquisas mostram que Lula venceria Bolsonaro no segundo turno se eleição fosse agora

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) só retorna ao poder se houver fraude nas eleições de 2022. Em conversa com apoiadores nesta segunda-feira (21), na saída do Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo voltou a defender o voto impresso, mudança constitucional que está em debate na Câmara dos Deputados.

“Só na fraude o ‘nove dedos’ volta. Se o Congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser uma canetada de um cidadão, como esse daqui, que não vai ter voto impresso. Pode esquecer isso daí”, disse ele, sem citar a quem se referia.

Embora não exista nenhum indício de vulnerabilidade nas urnas eletrônicas, Bolsonaro tem aumentado as declarações de prováveis fraudes nas eleições depois que as pesquisas de intenção de voto mostraram que o ex-presidente Lula o venceria no segundo turno se as eleições fossem agora.

O presidente também tem entrado em atrito com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que desafiou o mandatário da República a apresentar provas de fraudes no uso da urna eletrônica nas eleições de 2018.

“Nunca houve fraude documentada, jamais. Se o presidente da República ou qualquer pessoa tiver alguma prova de fraude ou de impropriedade tem o dever cívico de entregá-la ao Tribunal Superior Eleitoral. Tô esperando de portas abertas e de bom grado”, disse Barroso em entrevista à CNN Brasil.

Voto impresso vai custar R$ 2,5 bilhões e aumenta o risco de compra de votos e ameaças, principalmente em áreas de milícias, alerta o TSE.

Desde 2019, Bolsonaro alega que foi vítima de fraude eleitoral em 2018 e que teria sido eleito no primeiro turno. Mesmo já sendo intimado pela Justiça a apresentar as tais provas, o presidente nunca o fez.

Em discursos e em suas lives semanais, ele tem questionado a confiabilidade da urna e já afirmou que, sem voto impresso nas eleições de 2022, será “sinal de que não vai ter eleição”.

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