Nove irmãs morrem após surto de Covid-19 em convento nos EUA

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Foto: Reprodução

RIO — Após um surto de Covid-19 em que quase metade das 100 residentes de um convento nos EUA foram infectadas, nove irmãs morreram durante o mês de dezembro, segundo informações do próprio convento e de autoridades locais neste domingo publicadas em uma reportagem do New York Times.

Desde outubro, 47 residentes foram infectados pelo novo coronavírus, segundo a diretora da Casa Provincial de São José — sede da Província de Albany das Irmãs de São José de Carondelet —, que fica na cidade em Latham, no estado de Nova York. Entre as vítimas, há irmãs de 84 a 98 anos.

Ainda de acordo com a diretora do convento, Irmã Joan Mary Hartigan, a maioria dos infectados já se recuperaram, mas três estão em tratamento. Ela ainda afirmou que outros 21 funcionários haviam sido infectados, mas que já se recuperaram.

"Nós rezamos para que o aumento de casos pelo país seja temporário e estamos de luto não apenas pelas nossas nove irmãs que sucumbiram a essa terrível doença, mas também por todas as vidas perdidas durante essa pandemia", disse ela em um comunicado, segundo o New York Times. "Estamos ansiosos pela vacina e pelo fim dessa crise de saúde mundial."

Conventos e casas de repouso, onde pessoas idosas moram, sempre foram uma preocupação para as autoridades de saúde no mundo, uma vez que essa população é mais vulnerável ao vírus.

Pelo menos 106 mil mortes pela Covid-19 foram registradas entre moradores e funcionários de casas de repouso e outros locais de cuidados de idosos nos EUA.

Hartigan também disse que o convento estava seguindo as diretrizes para "limitar a disseminação do vírus ao máximo, inclusive usando equipamentos de proteção individual apropriados, colocando em quarentena as irmãs que foram diagnosticadas com Covid-19 e proibindo acesso do público".

Daniel P. McCoy, executivo do condado de Albânia, disse que o condado ajudou o convento com testes e rastreio de contatos para evitar o surto. Ele ainda afirmou que as autoridades estão tentando entender a origem do surto.

— A Covid-19 ainda não acabou aqui — disse McCoy ao New York Times. — É por isso que você vê esses números alarmantes.