“Pantanal”: 6 fazendas, 150 pessoas, 40 caminhões e mais bastidores da produção

Alanis Guillen será Juma Marruá na nova versão de 'Pantanal' (foto: Globo/João Miguel Júnior)
Alanis Guillen será Juma Marruá na nova versão de 'Pantanal' (foto: Globo/João Miguel Júnior)

Resumo da Notícia:

  • "Pantanal" tem estreia prevista na Globo para 27 de março com um visual espetacular

  • A trama conta com Alanis Guillen como protagonista, a nova Juma Marruá da história

  • O remake é escrito por Bruno Luperi, neto do autor Benedito Ruy Barbosa, que escreveu a versão original

A Globo está esquentando os motores para lançar a nova versão de “Pantanal” e compartilhou alguns fatos dos bastidores da novela que foi grande parte gravada no Mato Grosso do Sul e finalizada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

O processo de produção da trama começou em 2020 com uma viagem do autor Bruno Luperi, o diretor artístico Rogério Gomes, o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza e a gerente de produção Luciana Monteiro ao Pantanal. Especialmente à fazenda do cantor Almir Sater para definir as locações da história.

Trindade na primeira versão da novela, escrita por Benedito Ruy Barbosa, agora ele é o chalaneiro Eugênio no texto de Bruno, neto do autor original. “'Pantanal' foi um divisor de águas na minha vida. Comecei a trabalhar muito, como nunca antes, ganhei meu dinheirinho e logo comprei essa terra aqui onde estamos. Insisti 10 anos para que a antiga proprietária me vendesse, antes da novela. Quando fiz Pantanal ela aceitou. Mas precisei comprar os fundos da fazenda primeiro para ela me vender a parte na beira do rio. Aí fui virando fazendeiro também”, comenta o ator.

"Quando viajamos ao Pantanal para a escolha das locações, não sabíamos exatamente o que esperar. Sabíamos, é claro, da exuberância e da riqueza da região e era o que buscávamos. Ao chegarmos, visitamos algumas fazendas e conhecemos toda aquela região da Nhecolândia. Ao nos depararmos com tudo aquilo, não havia dúvidas de que encontramos o local ideal, que não por coincidência foi o mesmo local onde as gravações da novela escrita por Benedito e dirigida por Jayme Monjardim aconteceram há mais de 30 anos”, lembrou o cenógrafo Alexandre Gomes de Souza.

A equipe da novela usou um total de seis fazendas como suporte e três delas como locação para as cenas que serão vistas pelo público nas próximas semanas. “Contendo rio, casa, árvores, descampado, baías e tudo mais que era fundamental para as nossas cenas", completou o profissional.

Por conta das gravações no Mato Grosso do Sul, foi optado concentrar os esforços por lá e não construir uma cidade cenográfica nos Estúdios Globo para completar qualquer sequência. “Optamos por construir os cenários fixos, como o interior da casa de José Leôncio, a tapera da família Marruá e o galpão dos peões, e outras áreas internas", finaliza Alexandre.

Pôr do sol no horizonte

A quatro horas de Aquidauana, as locações exigiram uma logística bem detalhada e organizada para dar conta do recado. “Foram 12 caminhões para contemplar todo o material de produção, produção de arte, cenografia, figurino, caracterização e tecnologia. Normalmente esses caminhões suportam 12 toneladas. Os veículos estavam bem cheios, então estimamos que tenha sido cerca de 144 toneladas de material”, avalia a gerente de produção Luciana Monteiro.

Mas a viagem não foi das mais fáceis. Para chegar às planícies alagadas mais famosas do Brasil ainda houve uma troca de caminhões por conta do terreno mais natural. “Tivemos que fazer o transbordo para caminhões 4X4 para levar para dentro do Pantanal. Para cada caminhão baú, usávamos em média três ou quatro caminhões 4X4”, completa a gerente de produção.

Galera de peão

Para viabilizar as gravações de todas as cenas externas, a Globo precisou da ajuda de funcionários das fazendas que estavam, além do time que viajou do Rio de Janeiro. Ao todo 150 pessoas foram envolvidas para registrar cerca de 40% do que será visto no ar.

“Nos primeiros quatro blocos temos 40% das cenas aqui. Depois disso, passa a ser somente 20% de Pantanal. Ainda assim, pela logística e produtividade, a maior parte dos meses de gravação é no Pantanal. No Rio de Janeiro temos uma produtividade muito maior e conseguimos diminuir o tempo”, ressaltou Luciana.

A grande diferença da produtividade se dá pela dificuldade de gravar na região com equipamentos tão modernos e uma exigência de qualidade tão alta. “Muita coisa a gente previu, sabíamos que seria difícil, por exemplo, questão de combustível, ter que comprar e estocar para atender gerador, barco etc. Sabíamos que não seria simples trazer os equipamentos e as pessoas, o transbordo de tudo que vem do Rio em caminhão baú, tudo isso foi previsto. Ainda assim vira e mexe somos pegos de surpresa com algo”, comenta a gerente.

Escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa, e com direção artística de Rogério Gomes, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard e Noa Bressane, a novela tem previsão de 27 de março.