Novembro gelado: cinco capitais têm recordes de frio no mês

A forte frente fria que chegou ao Brasil no começo do mês tem gerado marcas históricas. Além de o país registrar pela primeira vez neve em novembro, pelo menos cinco capitais têm marcado as menores temperaturas neste período do ano.

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São Paulo, por exemplo, teve a menor temperatura máxima registrada em novembro em 23 anos, com a estação automática do Mirante de Santana marcando 15,4 °C. Já o Rio de Janeiro registrou a menor temperatura para novembro desde 2007 na estação meteorológica de Jacarepaguá, segundo o Climatempo, com 20,2°C.

Na região Centro-Oeste, Goiânia, pela medição do Inmet, registrou a temperatura mínima nesta quarta-feira de 15,5°C. Esta foi a menor temperatura em um dia de novembro em 28 anos. Em Campo Grande, o tempo do recorde foi ainda maior. A temperatura mínima foi de 9,5°C, o que não acontecia desde 29 de novembro de 1965.

No Sul, a cidade de Curitiba teve 12,6°C de temperatura máxima, na medição automática do Inmet, o que não acontecia em novembro desde 1961.

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De acordo com o Climatempo, a grande e forte massa de ar frio continua atuando sobre o Brasil por mais alguns dias e novos recordes podem ocorrer até sábado. A tendência é de elevação de temperatura na próxima semana, com o afastamento gradual do ar frio intenso.

De acordo com o levantamento do Epagri-Ciram, órgão de monitoramento ambiental e meteorológico do governo de Santa Catarina, as temperatura mais baixas no feriado de 2 de novembro ocorreram no Planalto Sul, em torno -1,5°C em Bom Jardim da Serra e em Urupema, e -0,3°C em São Joaquim.

O recorde de menor temperatura mínima em São Joaquim em novembro é de -1,5ºC, em 05/11/1992. Esse foi o menor registro de temperatura em meses de novembro na estação meteorológica de São Joaquim, da rede do Instituto Nacional de Meteorologia, que tem quase 40 anos de dados.

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O frio fora de época tem relação com o fenômeno La Niña. É comum que as massas de ar frio sigam avançando pelo país durante a primavera, especialmente pelo leste da Região Sul e Sudeste do país.

A atuação do La Niña contribui para que mais frentes frias avancem pelo Sul do Brasil no decorrer da estação. Nos últimos dias de outubro, tem uma forte queda da Oscilação Antártida, fazendo com que a circulação dos ventos na alta e média atmosfera fique mais ondulada, com isto há maior troca de ar entre as regiões polares e tropicais no hemisfério Sul; fazendo com que o ar gelado das regiões polares, avancem mais sobre o país.