Novidade no futebol, checagem por vídeo é velha conhecida nos Jogos Olímpicos; confira modalidades que utilizam

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Talvez a árbitra brasileira Edina Alves não contasse que teria de recorrer ao VAR, a checagem por vídeo em partidas de futebol, logo na estreia do recurso nas Olimpíadas. Mas veio da revisão de um lance o momento mais dramático da partida entre Canada e Japão, na primeira rodada do torneio de futebol feminino dos Jogos de Tóquio, nesta quarta-feira.

A goleira canadense Stephanie Labbé se machucou no início do segundo tempo ao cometer pênalti na atacante Mina Tanaka, ficou em campo e, após a checagem por vídeo comandada por Edina, defendeu a cobrança da japonesa.

Novidade no futebol olímpico, a revisão por vídeo, também chamada de "desafio de vídeo", já havia sido utilizada anteriormente, em outros Jogos.

Na Olimpíada do Rio, em 2016, o desafio de vídeo foi incluso no vôlei e no vôlei de praia. As equipes tiveram, pela primeira vez, o direito de solicitar a checagem por vídeo cada vez que entendessem que uma falta havia ocorrido e não sinalizada pelo árbitro, segundo regras da Confederação Internacional de Vôleibol (FIVB). Os jogadores poderiam reivindicar outro desafio caso sua solicitação estivesse correta, até um máximo de dois desafios malsucedidos por set.

O desafio de vídeo foi permitido durante a partida para algumas situações, como, por exemplo, para checar se a bola teria quicado dentro ou fora da quadra, se o jogador havia pisado na linha da quadra na hora do saque, se haveria tido toque na hora do bloqueio ou na rede e na antena.

Qualquer um dos jogadores poderiam solicitar a checagem, desde que feita ao primeiro árbitro imediatamente após a ocorrência da suspeita de falha. Caso contrário, as equipes teriam cinco segundos após o término da jogada para desafiar exclusivamente a ação decisiva que havia levado ao fim daquela jogada. Por outro lado, supostas faltas que acontecessem no início da jogada não poderiam ser contestadas após seu encerramento.

Drama para o ouro no Rio

Na final do vôlei masculino, disputada entre Brasil e Itália, o recurso deu um toque de drama aos instantes finais da partida. Os brasileiros venciam por 25 pontos a 24, após superar os italianos nos dois primeiros sets, quando bloquearam um saque adversário, garantindo o ponto final, e saíram para o abraço. A seleção da Itália, no entanto, pediu à arbitragem o desafio de vídeo, suspendendo momentaneamente a comemoração brasileira. O juiz, no entanto, negou a solicitação, decretou a vitória dos anfitriões, e a conquista do tricampeonato olímpico da seleção masculina de vôlei foi aclamada. (Assista a partir de 1h37m)

No basquete, as competições organizadas pela federação internacional da modalidade, a Fiba, contam com o auxílio do recurso de vídeo. Faltas, arremessos e outras situações de jogo podem ser revisadas nos monitores pela arbitragem.

Relembre, no vídeo abaixo, uma checagem de pouco mais de um minuto durante o jogo Estados Unidos x Espanha, valendo a medalha de ouro feminina nos Jogos do Rio, em 2016. A arbitragem checava se o arremesso da norte-americana Diana Taurasi havia sido antes ou depois da linha de três pontos. (A partir de 1h12m)

Tênis exportará novidade para o "primo" tênis de mesa

O tênis é uma das modalidades que há mais tempo implementaram a utilização da tecnologia de vídeo. Desde 2006 presente no esporte, o sistema de "desafios" permite aos atletas e árbitros solicitarem revisões de decisões envolvendo toques da bola dentro ou fora das linhas em quadras de grama e piso duro.

A cada set, o jogador pode fazer três "desafios", e não queimará seu pedido caso a decisão seja revista.

Para os Jogos de Tóquio, a novidade será a ampliação da tecnologia ao "primo" tênis de mesa. A medida foi anunciada em janeiro de 2020, poucos meses após o início dos testes.

— Recebemos um feedback muito positivo dos jogadores e esperamos tornar o esporte ainda melhor para os espectadores — disse o executivo-chefe da federação internacional da modalidade, Steve Dainton.

A tecnologia também funciona na natação. O vídeo já podia ser utilizado pela arbitragem para a checagem de tempos e largada, e uma mudança nas regras, de março de 2020, abriu ainda mais o leque.

A Federação Internacional de Natação (Fina) permitiu a utilização das câmeras subaquáticas, aquelas que ficam no fundo das piscinas, como ferramenta de revisão de decisões em campeonatos mundiais e nos Jogos de Tóquio. A novidade tem como objetivo checar se os atletas estão seguindo as regras de estilo de nado, e pode ser utilizada apenas após a decisão dos juízes, para revisões ou verificações.

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