Novidade nos protestos, botijão de gás vira símbolo contra governo Bolsonaro

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BRASÍLIA, RIO E SÃO PAULO - Os atos contra o governo de Jair Bolsonaro, que ocorrem em ao menos 60 cidades pelo país, tiveram como novidade a forte crítica à situação econômica brasileira. Diferentemente de outros protestos, quando questões da pandemia, direitos humanos e até meio ambiente tinham mais peso, a inflação e o preço dos alimentos e combustíveis marcaram os atos de 2 de outubro.

Por todo o país, botijão de gás e saco de arroz gigantes infláveis foram levados pelos manifestantes para as ruas. A referência à alta dos preços foi constante. A temática econômica estava tão presente em cartazes como menções às mortes de Covid-19, que os manifestantes acreditam que foram maiores no país pelo atraso na compra de vacinas por parte do governo federal e pela falta de incentivos ao uso das máscaras e do isolamento social.

Em Brasília, onde a manifestação ocorreu na Esplanada dos Ministérios, um dos gritos mais ouvidos era: "Se tudo está caro, fora Bolsonaro".

No Rio, os protestos e faixas com temática econômica também criticavam o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A fome e o preço dos alimentos também estavam nos atos da avenida Paulista, em São Paulo, que tambem contou com botijões gigantes infláveis no protesto.

— O Brasil real hoje é o que está na fila do osso, o que não consegue pagar R$ 120 no botijão de gás. O Brasil real está sofrendo com o genocídio, desemprego e fome — afirmou Guilherme Boulos (Psol), candidato à presidência em 2018.

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