Novo ataque com explosivos deixa 14 feridos na fronteira da Colômbia com a Venezuela

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Soldados do lado de fora do Aeroporto Internacional Camilo Daza depois que o helicóptero presidencial foi atingido em Cúcuta, Colômbia, em 25 de junho de 2021 (AFP/Schneyder MENDOZA)

Doze militares e dois civis ficaram feridos em um ataque com explosivos contra uma delegacia de polícia na cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, informaram autoridades nesta segunda-feira(30).

“Repudiamos o atentado terrorista em Cúcuta, norte de Santander, contra a delegacia de Atalaya, que deixou 12 militares e dois civis feridos. Sem trégua, lutamos contra grupos criminosos que tentam semear o terror nesta área”, denunciou no Twitter o presidente Ivan Duque.

Pela manhã, “bandidos deixaram um artefato explosivo” em um banco público em frente à delegacia, segundo o comandante da área, Óscar Antonio Moreno. A explosão afetou a audição das vítimas, disse um assessor de imprensa da polícia à AFP, descartando ferimentos graves.

Sem indicar os responsáveis diretos, o ministro da Defesa, Diego Molano, garantiu no Twitter que não descansará "até que os criminosos do ELN e os dissidentes das Farc, que cometem crimes no departamento do norte de Santander, sejam erradicados".

Rebeldes das Farc que se afastaram do acordo de paz histórico assinado em 2016, militantes do ELN, última guerrilha reconhecida na Colômbia, e outros grupos armados disputam o controle do narcotráfico na região, aproveitando a porosa fronteira de 2.200 quilômetros entre a Colômbia e a Venezuela. Os dois governos romperam relações logo após Duque chegar ao poder em agosto de 2018.

Em 25 de junho, o presidente conservador denunciou um ataque de fuzil contra o helicóptero em que viajava ao se aproximar de um aeroporto de Cúcuta. Nem Duque nem seus acompanhantes ficaram feridos. Segundo autoridades colombianas, o ataque foi planejado da Venezuela por dissidentes das Farc, acusação que Caracas nega.

Na mesma região de fronteira, um posto militar foi alvo de um carro-bomba que explodiu em 15 de junho, ferindo 44 pessoas.

A Colômbia, maior exportador mundial de cocaína, enfrenta o pior surto de violência desde a assinatura da paz com as Farc.

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