Novo balanço do incêndio em Nova York revisa número de mortos para 17

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O caminhão de bombeiros do FDNY passa do lado de fora do prédio de 120 unidades no Bronx em 10 de janeiro de 2022, que foi o local de um incêndio mortal em Nova York (AFP/TIMOTHY A. CLARY)

As autoridades de Nova York revisaram para baixo o número de vítimas do incêndio que devastou um prédio residencial no domingo, reduzindo de 19 para 17 mortes, incluindo oito menores.

"Temos 17 mortes, nove adultos e oito crianças", disse o prefeito de Nova York, Eric Adams, em entrevista coletiva em frente ao local da tragédia.

O incêndio começou em um aquecedor de um apartamento do segundo andar do prédio de 19 andares na 182nd Street, no Bronx, bairro com forte presença de imigrantes.

Adams definiu o incidente como "tragédia indescritível" e "global" devido à presença de pessoas de diferentes origens, especialmente dominicanos, centro-americanos e gambianos.

Além disso, dezenas de pessoas foram afetadas, algumas de forma extremamente grave, principalmente pela inalação de fumaça que se espalhou pelo prédio logo após o início do incêndio, por volta das 11h locais de domingo.

O comissário dos bombeiros, Daniel Nigro, atribuiu o balanço inicial a uma “dupla contagem”, e alertou que o atual não é definitivo devido à gravidade de algumas pessoas hospitalizadas.

O incêndio teve origem num duplex localizado no segundo e terceiro pisos, cuja porta de entrada foi deixada aberta, facilitando a propagação do fogo pelo resto do edifício, segundo as autoridades.

Nenhuma família conseguiu dormir em suas casas ontem à noite, anunciou a Cruz Vermelha americana, que espera que ao longo da semana alguns possam retornar aos seus apartamentos progressivamente.

No entanto, os mais afetados pelas chamas terão que esperar. Este incêndio é um dos piores a atingir a cidade de Nova York desde o incidente na boate Happy Land, também no Bronx, em 1990, no qual 87 pessoas morreram.

Em dezembro de 2017, 13 pessoas morreram em um incêndio em um prédio de apartamentos também no Bronx.

Nova York, com quase 9 milhões de habitantes, sofre em vários bairros com uma imensa crise habitacional, com imóveis às vezes degradados e em péssimas condições.

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