Novo banco digital quer apoiar retomada do setor de bares e restaurantes

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RIO - O grupo BidFood, de distribuição de alimentos para food service (alimentação fora do lar) e a Gouvêa Ecosystem, consultoria que atua no setor, acabam de lançar o banco digital Bidfood Bank, voltado para a oferta de soluções financeiras para bares, restaurantes e empreendedores do segmento de alimentação.

De acordo com as empresas, o objetivo é disponibilizar condições comerciais e financeiras mais justas para o segmento, se comparado com os bancos tradicionais não especializados no setor. Isso porque, desde o ano passado, bares e restaurantes lidam com os efeitos da crise sanitária sobre suas atividades.

Segundo dados da Cielo, o mercado de alimentação fora do lar ainda lida com queda de 11% do faturamento em relação ao patamar pré-pandemia, em fevereiro do ano passado.

Outros desafios, como o avanço da inflação de alimentos e o crédito mais caro, que reduzem o poder de compra do consumidor e pressionam os custos dos empresários, também são pontos de atenção do Bidfood Bank.

— Ofertas de crédito tradicionais estão inflacionadas porque não observam as necessidades do setor. Iremos escutar nosso cliente para a fazer a oferta adequada com as melhores taxas — afirma Antonio Celso Avelino, CEO da Bidfood Brasil.

Para driblar esses desafios na prática, a fintech oferece conta digital, maquininha de cartão, antecipação de recebíveis com reposição de estoque, crédito para capital de giro e garantia de pagamento antecipado de aluguéis. Há ainda a oferta de conta digital para funcionários com serviços de telemedicina, seguro dental, sorteios mensais e assistências residenciais.

Avelino conta que ambas as empresas detentoras do negócio viram uma janela de oportunidade de se tornarem o primeiro ecossistema da indústria de foodservice a oferecer serviços financeiros:

— Fornecer serviços financeiros agregados ao que já fazemos é um caminho inevitável e necessário para a consolidação deste projeto. As novas regras do BC, viabilizando em termos de regulação, de legalidade e das oportunidades de tecnologia disponíveis, fizeram com que o projeto cristalizasse. Observamos que, em termos de oferta de serviços financeiros agregados ao serviço mercantil, teremos um produto sem igual — avalia o executivo.

Cristina Souza, CEO da Gouvêa Foodservice, conta ainda que o banco digital também oferece soluções para pessoas físicas, que inclui não só serviços bancários como pagamento de boleto e cartões de crédito, como também permite que uma pessoa pague faturas, por exemplo, através dos estabelecimentos de foodservice que tenham as ferramentas do Bidfood Bank (conta digital e máquinas de cartão).

— Isso não só amplia a inclusão bancária, já que permite inserir pessoas com alguma dificuldade de criação de conta em instituições financeiras tradicionais, como aquele estabelecimento ganha um status diferenciado já que o cliente pode ir lá pagar a conta de água, luz, telefone. Isso aumenta a fidelização — explica a executiva.

Por enquanto, as soluções voltadas para os estabelecimentos tem alcance no estado de São Paulo, eixo de atuação da BidFood. Mas já há planos de expansão para o Rio da solução voltada aos bares e restaurante:

— Estamos em conversa com players do Rio. A gente entende que todo o sistema do foodservice vem muito endividado, e se preocupa em gerar impacto para os negócios. Quando eu saio de uma faixa próxima de 3%, para uma antecipação de recebíveis, por exemplo, para uma taxa menor do que 2% para o operador, esse spread faz muita diferença para o dia a dia dele — conclui Cristina.

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