Novo coronavírus causa mais de meio milhão de mortes e 10 milhões de casos no mundo

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Manifestante coloca flores em uma das cruzes que simbolizam as vítimas da pandemia, em protesto contra a política do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, diante do Congresso, em Brasília, em 28 de junho de 2020

A pandemia do novo coronavírus, que superou o meio milhão de mortos e os 10 milhões de casos no mundo, continua se expandindo de forma acelerada, sobretudo nos Estados Unidos e Brasil, onde foram organizadas manifestações no domingo contra o presidente Jair Bolsonaro por sua gestão da crise de saúde.

Desde seu surgimento em dezembro passado na China, a COVID-19 causou, segundo contagem da AFP, feita com base em fontes oficiais às 8h de Brasília, 501.847 mortes e 10.161.240 contágios.

O ritmo de propagação da pandemia continua sendo vertiginoso, com mais de um milhão de novos casos registrados em apenas seis dias. Na China, o domingo de meio milhão de pessoas perto de Pequim, atingida por um novo surto da doença, foi em confinamento.

A Europa é o continente com mais vítimas fatais (196.086 por 2.642.897 casos). Em seguida aparecem Estados Unidos e Canadá (134.315 por 2.642.754), e América Latina e Caribe (111.640 por 2.473.164).

País mais afetado no mundo pela doença, os Estados Unidos acumulam 125.768 mortos e mais de 2,5 milhões de casos. Apesar de uma leve queda do número de mortes diárias em junho na comparação com maio, os contágios aumentam em 30 de seus 50 estados, particularmente nos maiores e mais populosos do sul e do oeste, como Califórnia, Texas e Flórida.

A idade média das pessoas infectadas é agora de 33 anos, contra 65 há dois meses.

A Flórida enfrenta uma "explosão real" da doença entre os jovens. Com o desconfinamento no início de junho, esse grupo voltou às praias e à vida noturna, admitiu o governador Ron DeSantis esta semana.

Na Califórnia, o governador Gavin Newsom determinou o fechamento de bares em Los Angeles e outros seis condados do estado devido a um forte aumento de casos da COVID-19.

O vírus também avança na América Latina e Caribe. Segundo país com mais mortos em todo o mundo pelo vírus, o Brasil registrou 552 novos óbitos no domingo, elevando o total a 57.622. O país totaliza 1.344.143 casos.

O ministério da Saúde anunciou que em sete dias, até domingo, o Brasil registrou a pior semana da pandemia em termos de novos casos, com 259.105 infecções. E a segunda pior no que diz respeito a mortes, com 7.005 óbitos.

No domingo foram organizadas manifestações em várias cidades do país e algumas exterior, como Estocolmo, Londres e Barcelona, contra Bolsonaro, o presidente que minimizou o novo coronavírus, que chamou de "gripezinha",

Em Brasília, manifestantes colocaram 1.000 cruzes no gramado diante do Congresso para homenagear as vítimas do coronavírus.

O Brasil anunciou um acordo para produzir até 100 milhões de doses de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade britânica de Oxford. O país está ajudando na fase de testes da mesma, que está entre as mais promissoras.

- Expansão acelerada na América Latina -

O Peru - segundo país na América Latina em número de casos (279.419) e terceiro em óbitos (9.317) - encerrará na terça-feira uma quarentena mais de 100 dias, mas manterá o fechamento de fronteiras e o confinamento obrigatório nas sete regiões mais afetadas pela pandemia.

A quarentena terminará na capital Lima, cidade de 10 milhões de habitantes. Segundo o governo, o coronavírus está "caindo" na capital do país, apesar de acumular 70% dos casos do território.

No México, que registra 216.852 contágios e 26.648 mortes, o presidente Andrés Manuel López Obrador acredita que em julho a perda de empregos formais deve parar no país.

No Equador, o prefeito de Quito, Jorge Yunda, advertiu que os serviços de saúde da capital estão à beira do colapso. O país tem 54.500 casos e mais de 4.400 mortes.

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, anunciou a manutenção das restrições de mobilidade ante o avanço da pandemia, que acumula quase 17.000 contágios e 727 mortes no país.

- Máscara obrigatória no Irã -

Também é registrada uma aceleração da doença na Ásia, liderada pela Índia, onde, nos últimos sete dias, foram registrados quase 120.000 novos casos, totalizando mais de 528.000.

Segundo especialistas, o pico da doença naquele país, de 1,3 bilhão de habitantes, deve ser alcançado dentro de algumas semanas. A expectativa é que o número de infectados passe de 1 milhão antes do fim de julho.

No Irã, o mais atingido no Oriente Médio com mais de 10.000 mortos, o uso da máscara será obrigatório em alguns lugares públicos, a partir da próxima semana. Além disso, as províncias mais afeadas poderão impor restrições, diante do aumento de infecções.

Em seu processo de volta a uma certa normalidade após meses de confinamento, vários países europeus organizaram eleições no fim de semana.

Em meio a um cauteloso processo de abertura do continente, a Áustria anunciou que os alemães de Gütersloh, oeste da Alemanha e cenário de um novo foco da doença, serão obrigados a apresentar um teste negativo da COVID-19 para atravessar a fronteira.

Leicester, no centro da Inglaterra, se expõe a um novo confinamento, desta vez parcial, por um aumento dos contágios.