Novo dia de protestos contra o passaporte de saúde na França

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Manifestação contra o passaporte de saúde em Montpellier, 28 de agosto de 2021 (AFP/Sylvain THOMAS)

Cerca de 160.000 pessoas se concentraram neste sábado (28) nas ruas de Paris e em mais de 200 cidades da França para protestar contra o passaporte de saúde imposto pelo governo.

Pela sétima semana consecutiva, vários grupos marcharam desde as primeiras horas da tarde gritando: "Liberdade!" e "Resistência!"

Manifestaram-se no total 159.848 pessoas, das quais 14.500 em Paris, uma mobilização menor, segundo números do Ministério do Interior.

De acordo com a fonte, houve 222 atos no país e os mais importantes fora da capital foram realizados em Montpellier (9.500 pessoas) e Mulhouse (5.500).

Na semana passada, mais de 17.500 pessoas se manifestaram, segundo o ministério do Interior. Destas, 14.700 protestaram em Paris.

De acordo com o coletivo militante Le Nombre Jaune, pelo menos 319.290 manifestantes foram às ruas.

Todos os sábados, desde julho, centenas de milhares de pessoas se reúnem nas ruas, entre diferentes grupos como os “coletes amarelos”, militantes antivacinas, apoiadores de teorias da conspiração e opositores do governo de Emmanuel Macron.

A exigência do passaporte de saúde em bares, restaurantes, transportes intermunicipais ou mesmo hospitais pode ser prorrogada além de 15 de novembro, limite estabelecido em lei, "se a covid não desaparecer de nossas vidas", alertou o ministro da Saúde, Olivier Véran.

Para Virginie, uma horticultora de 46 anos, que não quis revelar seu sobrenome e que se manifestou em Rennes (oeste), a exigência "é um escândalo".

"Esta vacina ainda é experimental, não é confiável, é ainda mais perigosa do que a covid, que não é pior do que uma gripe forte", disse ela.

De acordo com as autoridades, a epidemia de covid-19 já causou mais de 114.000 mortes na França.

O passaporte de saúde, exigido desde 16 de agosto, também será imposto a partir de segunda-feira aos funcionários dos locais onde se exige a comprovação dos clientes. O empregado que se recusar a apresentá-lo poderá ter seu contrato de trabalho suspenso.

Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, mais de 48 milhões de franceses (71% da população) receberam pelo menos uma dose e 42,7 milhões têm o esquema completo.

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