Novo escândalo por festa durante confinamento atinge premiê Boris Johnson

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Imagem de 10 de novembro de 2020 de Boris Johnson e Martin Reynolds (AFP/Justin TALLIS) (Justin TALLIS)
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    Boris Johnson
    Político britânico, Primeiro-Ministro do Reino Unido

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, cuja popularidade cai constantemente, viu-se em apuros novamente nesta terça-feira (11) por outro escândalo sobre uma grande festa realizada em pleno confinamento nos jardins de Downing Street e que a polícia diz estar investigando.

Em maio de 2020 - quase dois meses depois de o Reino Unido declarar confinamento pelo coronavírus, que levou o próprio Johnson a ser hospitalizado em terapia intensiva em abril e deixou 67 milhões de britânicos sem interações sociais -, os negócios não essenciais estavam fechados, e as pessoas não podiam se locomover livremente.

De acordo com o canal privado ITV News, o secretário particular do primeiro-ministro, Martin Reynolds, enviou um e-mail a uma centena de funcionários, convidando-os, "depois de um período incrivelmente ocupado", para "aproveitar o bom tempo", tomando "algumas bebidas com distanciamento social em 20 de maio, em Downing Street".

"Juntem-se a nós a partir das 18h e tragam suas próprias bebidas", dizia a mensagem vazada para a imprensa, reacendendo um escândalo que o polêmico líder conservador esperava ter deixado para trás com o início do novo ano.

De acordo com vários meios de comunicação britânicos, a festa contou com a presença de Johnson e de sua mulher, Carrie. Em 29 de abril daquele ano, ela deu à luz Wilfred, o primeiro filho do casal, que agora já tem dois anos.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira (10), a polícia de Londres disse estar investigando o caso.

"O serviço da Polícia Metropolitana está ciente das informações em relação às supostas infrações dos regulamentos de proteção sanitária em Downing Street, em 20 de maio de 2020, e está em contato com o gabinete" a esse respeito, anunciou.

Não é a primeira vez que o governo é acusado de contornar as restrições impostas aos britânicos.

A revelação de que até 50 funcionários de Downing Street fizeram uma festa de Natal em 18 de dezembro de 2020, e que alguns brincaram sobre isso depois, levou a então porta-voz do primeiro-ministro, Allegra Stratton, a renunciar ao posto, com 54% dos britânicos considerando que Johnson deveria deixar o cargo.

O grupo festeiro inclui deputados de seu próprio Partido Conservador. Poucos dias depois, pelo menos 100 de seus correligionários votaram contra o governo, em uma rebelião de magnitude sem precedentes, devido às novas restrições decididas para frear a propagação da variante ômicron.

Para tentar resolver o assunto, Johnson encomendou uma investigação interna.

"Posso entender que as pessoas estejam chateadas e irritadas com essas acusações", disse o secretário de Estado da Saúde, Ed Argar, à rede Sky News.

"É por isso que é correto que o primeiro-ministro tenha pedido que esta investigação independente seja concluída rapidamente: para determinar os fatos por trás dessas acusações", acrescentou.

"Boris Johnson, seus desvios e distrações são absurdos", tuitou o líder da oposição, o trabalhista Keir Starmer.

"Pare de mentir para o público britânico. É hora de confessar de uma vez", exigiu.

acc/mr/tt

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