Pinotti abre mão de salário e trabalhará de graça como executivo de futebol do São Paulo

Jorge Nicola
<em>Vinícius Pinotti emprestou R$ 21 milhões ao Tricolor dede 2015 (Rubens Chiri/São Paulo)</em>
Vinícius Pinotti emprestou R$ 21 milhões ao Tricolor dede 2015 (Rubens Chiri/São Paulo)

Homem forte do futebol tricolor desde a última sexta-feira, Vinícius Pinotti vai trabalhar de graça. O ex-diretor de marketing abriu mão do salário, na casa dos R$ 30 mil mensais, para atuar como diretor-executivo de futebol – o novo regimento do São Paulo prevê remuneração para todos os cargos executivos do clube.

O curioso é que Pinotti já tem muito dinheiro injetado no Morumbi: o São Paulo deve aproximadamente R$ 21 milhões ao empresário, que é um dos acionistas da Natura, empresa brasileira de cosméticos. Os empréstimos começaram em 2015, quando ele cedeu R$ 13 milhões para a compra do argentino Centurión.

Além de não devolver na data combinada, o Tricolor ainda pegou mais dinheiro em outras duas ocasiões no ano passado, a fim de evitar o atraso no pagamento de salários a jogadores e funcionários.

Pinotti já atua como executivo de futebol desde a semana da partida de volta da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, embora seu nome só tenha sido aprovado pelo Conselho de Administração do Tricolor na última sexta-feira. Havia a necessidade do aval porque o são-paulino não atende a uma das exigências do estatuto, que fala em experiência comprovada para ser executivo.

Antes de chegar ao futebol, o empresário teve papel importante na reconstrução do programa de sócios-torcedores, que saltou de 30 mil para mais de 100 mil, e na busca por patrocinadores da camisa. Quem conhece da política no Tricolor também assegura que Pinotti trabalhou bastante pela reeleição de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em 18 de abril.

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