Novo governo anuncia oficial de inteligência como diretor-adjunto da Abin

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o nome do oficial de Inteligência Saulo Moura da Cunha para o cargo de diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ele comandará a instituição até que Lula escolha um diretor-geral.

A nomeação de Cunha atende a uma das principais demandas dos servidores da agência, de que a cúpula do órgão seja composta prioritariamente por servidores de carreira.

Ao longo da gestão de Jair Bolsonaro, o sindicato de servidores da Abin se queixou publicamente, em diferentes ocasiões, sobre o fato de cargos-chave do órgão, incluindo a de diretor-geral, terem sido preenchidos por servidores de outra instituição, a Polícia Federal. Ex-segurança de Bolsonaro na campanha, o delegado da PF Alexandre Ramagem só deixou o cargo em março deste ano para concorrer a uma vaga de deputado, para a qual foi eleito.

Cunha integrou o Grupo Técnico de Inteligência Estratégica da equipe de transição do novo governo. Antes disso, exercia o cargo de coordenador-geral de Relações Institucionais e Comunicação Social da agência. Ele ficará na chefia da agência até aprovação de diretor-geral em sabatina no Senado Federal.

O servidor ingressou na Abin em 1999 e já exerceu diversas funções na agência, incluindo adido de Inteligência no Japão, de diretor do Departamento de Contraterrorismo e diretor do Departamento de Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). Também já foi designado para coordenar as ações de Inteligência dos Grandes Eventos no Brasil, como Jogos Olímpicos Rio 2016 e Copa do Mundo Fifa 2014.

A Abin é subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandada no atual governo pelo general Marcos Edson Gonçalves Dias.