Novo massacre intensifica surto de violência na Colômbia

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Autoridades colombianas denunciaram nesta terça-feira (10) o massacre de três pessoas em uma área rural do noroeste do país, elevando para 72 o número de casos desse tipo de violência no ano. 

O novo massacre ocorreu nesta segunda-feira, no município de Támesis, departamento de Antioquia, região mais atingida pelos homicídios de três ou mais pessoas no mesmo episódio, segundo o observatório independente Indepaz. 

Segundo a ONG, Antioquia soma 17 massacres neste ano, seguida do departamento de Cauca (sudoeste), com dez. 

O subsecretário de segurança de Antioquia, Jorge Ignacio Castaño, rejeitou nesta terça-feira o crime múltiplo e apontou como hipótese principal uma "disputa entre organizações criminosas que se dedicam ao tráfico local de entorpecentes". 

Uma das vítimas era um homem de 70 anos, acrescentou a autoridade, sem entrar em detalhes. 

A Colômbia enfrenta um novo ciclo de violência com o aumento dos massacres, uma expressão do terror que envolveu os campos colombianos entre o fim dos anos 1990 e os primeiros anos do século.

O país sul-americano acreditava ter deixado para trás esta página do conflito com o desarmamento dos grupos paramilitares em 2006 e a dissolução da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias (Farc, marxistas) em 2016. 

Ainda que o acordo de paz assinado com os rebeldes tenha diminuído a violência, grupos armados financiados pelo narcotráfico ainda operam, mantendo vivo um confronto que, em quase seis décadas, deixa 9 milhões de vítimas.

O governo atribui as recentes mortes aos guerrilheiros marginalizados após o acordo de paz, assim como a organizações que se financiam do narcotráfico e disputam entre si o controle de territórios essenciais para essa atividade.

lv/vel/llu/bn/lb